sábado, 10 de setembro de 2016

A VERDADE QUE OS DEFENSORES DO MINISTÉRIO PUBLICO DAS IRMÃS NÃO QUEREM ADMITIR.


Por Jesué da Silva Andrade.

porque Deus não é Deus de confusão, mas sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos, as mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam submissas como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, perguntem em casa a seus próprios maridos; porque é indecoroso para a mulher o falar na igreja. Porventura foi de vós que partiu a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós?  Se alguém se considera profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor.  Mas, se alguém ignora isto, ele é ignorado.” 1ªCor 14. 33-38.

As áreas de ministério das irmãs na Obra do Senhor são varias, e muito importantes. Porem a palavra de Deus determina claramente que uma mulher não exerça a liderança, e nem ensine, ou pregue em publico nas reuniões de uma igreja local. O movimento feminista e muitos que se dizem defensores dos direitos das mulheres, não concordam com este ensino claro da palavra de Deus, e apresentam vários argumentos em defesa de sua desobediência.

Não tenho tempo para destacar aqui detalhadamente o que creio, mas uma coisa eu sei, com a Palavra de Deus não se discute se obedece. E todos os que desobedeceram levaram prejuízos e deram grandes prejuízos na Obra de Deus. Eu simplesmente vou citar aqui alguns os nomes de algumas pessoas que desobedeceram esta ordenança e os problemas que acarretaram no meio da cristandade professa.

1. Aime McPhersom:

Fundadora da conhecida denominação "Igreja do Evangelho Quadrangular", alem de se envolver em vários escândalos morais, como adultério, vida promiscua, e até forjar um suposto sequestro. Fui uma das primeiras pregadoras do assim chamado “evangelho da prosperidade”, e do que é chamado de “neopentecostalismo”, uma das precursoras do “cai no espírito, unção do riso, da lagartixa” e este monte de besteiras que vemos ai no chamado meio evangélico. Ela morreu de overdose de comprimidos antidepressivos.

2. Ellen Gold Witthe:  

Alem das muitas heresias ensinadas pela denominação que ela fundou os Adventistas do Sétimo dia. Ela profetizou que alguns dos membros de sua congregação estariam vivos para a volta do Senhor em 1856, já se passaram mais de 150 anos e todas as pessoas daquela reunião já morreram. Chegou a afirmar  que lhe havia sido revelado a ela o momento exato da volta do Senhor Jesus, porem que ela não lembrava mais dessa informação (o momento exato da vinda do Senhor) depois que saiu da suposta visão. Conveniente isto, Não?

3. Valnice milhomens: 

Outra que também profetizou a volta do Senhor Jesus e o fim do mundo em 2007, já se passarem oito anos, e ainda continua com milhares de seguidores pelo Brasil a fora. Oh povo sem noção gente!

4. Rebecca Brawm:

Rebecca Brown é conhecida por ter supostamente ajudado a libertar pessoas do ocultismo no estado de Indiana e em diversas outras localidades dos Estados Unidos. Ela é conhecida por sua série de obras sobre Satanismo. Segundo ela, existem campos de recrutamento de satanistas e bruxos por todo o mundo. 

Em seu livro “Ele veio para libertar os cativos” Rebecca Brown relata uma batalha espiritual que mais parece um filme de terror do que qualquer outra coisa. No livro em questão, ela conta a história de uma bruxa que é presa dentro de uma parede de cimento e tijolos apenas pelo olhar da outra; relata também a ação de demônios que arremessam crentes contra a parede; superestima o poder do diabo, minimizando a soberania de Deus; defende a existência de lobisomens, zumbis, vampiros e animais repugnantes, ensina que o crente em Jesus pode ficar endemoninhado, como também a possibilidade de relacionamentos sexuais entre humanos e demônios, cujos frutos seriam o surgimento de mutantes.  Creio que nem preciso comentar mais sobre essa pessoa, a não ser que ela é uma herege de mão cheia.

5. Joyce Meyer:
Joyce é uma líder da Teologia da Prosperidade, a qual como a maioria dos seus mestres, tem transformado o sangue de Cristo em um líquido viscoso e dourado e este, por sua vez, é cunhado em barras de ouro para enriquecer os pregadores e embalar em sonhos dourados os que acreditam nessa teologia. Infelizmente, nem tudo que reluz é ouro… Conforme o provérbio popular, e os ensinos de Joyce Meyer contêm algumas heresias embutidas e disso vamos dar alguns exemplos, antes de delinear a vida faustosa que essa “mulher de Deus” tem usufruído graças aos ensinos que agradam os ouvintes e lhe rendem altos dividendos.
Joyce Meyer, como Copeland e Haggin, não crê que Jesus tenha efetuado na cruz a completa reparação dos nossos pecados, conforme a Bíblia ensina. Ela acredita e ensina que Jesus precisou ir ao inferno e ser ali atormentado durante três dias, a fim de completar a reparação dos pecados da humanidade:
“Durante o tempo em que Ele permaneceu no inferno, o lugar para onde você e eu deveríamos ir, por causa dos nossos pecados… Ele ali pagou o preço… Nenhum plano seria extremo demais… Jesus pagou na cruz e no inferno… Deus levantou do Seu trono e disse aos poderes demoníacos que atormentavam o Seu Filho impecável: ‘Deixem-no ir’. Foi então que o poder da ressurreição do Deus Todo Poderoso entrou no inferno e encheu Jesus… E ressuscitou dos mortos o primeiro homem nascido de novo.” (“The Most Important Decision You Will Ever Make: A Complete And Thorough Understanding of What It Means To Be Born Again”, 1991, páginas 35-36 do original de Joyce Meyer).
Joyce continua: “Não existe esperança alguma para ir ao céu, a não ser que se acredite de todo o coração nesta verdade… Que Jesus tomou o nosso lugar. Ele se tornou o nosso substituto e sofreu todo o castigo por nós merecido. Ele carregou todos os nossos pecados. Ele pagou o débito… Jesus foi ao inferno em nosso lugar. Ele morreu por nós” (p. 45 do mesmo livro).
Diante de todo este monte de asneiras falada por essa mulher, é preciso comentar mais alguma coisa.
6. Mary Baxter:  
Mary K. Baxter, é ministra da Igreja Nacional de Deus, em Washington, EUA. Nasceu em Chattanooga, Tennessee, EUA. Segundo relata, começou a ter “visões” de Deus na década de 60, em Michigan, mas foi em 1976, que Jesus teria aparecido para ela, na forma humana, em sonhos, visões e revelações, durante quarenta noites e mandou-a transmitir as profundezas, degradações e tormentos das almas perdidas no inferno (pp. 183, 184).
Essa mulher diz que foi no céu e no inferno, mas basta você analisar suas declarações a luz da Bíblia e vera que não passa de uma das muitas fabulas engenhosamente propagada no meio da cristandade. Ao ler Lucas 16. 19-31 nos vemos claramente que quando o rico pede que alguém fosse enviado a terra, e falasse da existência daquele lugar para seus irmãos, estes iriam arrepender-se. A resposta ao rico é, “Eles tem Moises e os profetas” vs 29. Essa expressão é uma alusão clara a todo Velho Testamento, as Escrituras Sagradas daquela época. Ou seja, tudo que nós precisamos saber sobre o céu e o inferno estão registradas nas paginas da Bíblia Sagrada. Deus não ira revelar algo já está suficientemente revelado para nós em Sua Palavra. Essa mulher como muitas outras é uma falsa profetiza, que está se enganando, e enganando milhares com as publicações de seus livros.
Mas diante de tudo isso está vendo no que dá a desobediência a palavra de Deus mesmo que seja algo tão simples, e tão conservador, como dizem os assim chamados “inovadores”, “revolucionários”, “quebradores de tabu”, que para mim a palavra certa é desobedientes, e apostatas dos princípios bíblicos para as igrejas de Deus.
Fonte de pesquisa: http://www.cacp.org.br/




quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

ESTUDOS SOBRE A IGREJA LOCAL, parte 1.

A NECESSIDADE DE SE CONHECER A CRISTO PARA REALMENTE APRENDER SOBRE A IGREJA.

Mateus 16. 18; 18. 20.

 Esse assunto é um dos mais importantes da palavra de Deus. Porém existe uma grande confusão em nossos dias sobre a igreja. O nosso desejo aqui é buscarmos na palavra de Deus a verdade sobre o mesmo, Mateus 22. 29: João 17. 17.

Na primeira menção da palavra igreja nas Escrituras Sagradas, podemos observar algumas peculiaridades interessantes.

I. O Senhor Jesus Cristo havia sido rejeitado abertamente pelo os judeus. Então ele direciona o seu ministério aos gentios, destacando assim o fato de que, como o seu povo o havia rejeitado então agora Ele direciona a sua atenção aos que não era seu povo. Ou seja, nós os gentios.

II. Cristo questiona os seus discípulos sobre o que as pessoas diziam ser Ele. É claro que o Senhor Jesus na sua onisciências, sabia o que as pessoas diziam a respeito Dele, e o que Ele era, quem Ele era.  Ele sabia, pois Ele é Deus, Onisciente, Onipotente e Onipresente.
Mas para nos ensinar uma verdade imprescindível, é que Ele faz este questionamento aos discípulos.

III. As pessoas revelaram um conhecimento superficial do Senhor Jesus Cristo. Alguns diziam que Ele era João Batista, Elias, Jeremias ou um dos profetas. Ou seja, para a maioria das pessoas daqueles dias, aquele humilde carpinteiro de Nazaré, foi a associado um ser humano de renome. Uma pessoa que fez algo extraordinário, como esses homens de Deus do passado, como João Batista, Elias, Jeremias ou um dos profetas. Mas o Senhor Jesus Cristo não era nenhuma destas pessoas.  Essa associação com eles revelou o quanto deficiente era o conhecimento das pessoas em relação ao Senhor Jesus Cristo. Ou seja, à maioria das pessoas não conheciam realmente ao Senhor Jesus Cristo, pois não sabiam quem Ele era, antes elas tinham um conceito muito errado com a repeito a Ele.

IV. Ele direciona a pergunta aos seus discípulos, e lhes pergunta: “Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que eu sou?”. Então o apostolo Pedro em nome dos outros confessa abertamente, “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”. Ou seja, para os apóstolos, aquele humilde carpinteiro que estava diante dos seus olhos, que era o Senhor Jesus Cristo, não era somente um homem comum, ou um homem de renome. Mas era o Messias, prometido nas profecias do Velho Testamento. Pois a palavra “ Cristo” é a transliteração grega de  “Mashíach” (Messias),que significa “Ungido”, neste caso Pedro e os demais estão reconhecendo que em Jesus de Nazaré que estava ali diante dos seus olhos, iria se cumprir todos os desígnios de Deus. Pois no Velho Testamento, quando uma pessoa era ungida com o óleo santo que existia ali no Tabernáculo. A partir deste momento ela era consagrada a Deus para realizar um serviço especifico. Aqueles que estudam o Velho Testamento claramente observam isto, pois, Arão irmão de Moisés foi ungido sacerdote, Davi foi ungido rei, e Elizeu foi ungido profeta.
Quando o apostolo Pedro diz que Jesus de Nazaré é o Cristo, Ele está dizendo que diante de seus olhos estava ali aquele que é o Sacerdote, Profeta e Rei. Como Sacerdote Cristo realizou através da sua morte vicária o sacrifício pelos nossos pecados. Como Profeta Ele nos revela a vontade do Pai. E Como Rei Ele governa a vida e o coração daqueles que se arrependem de Seus pecados e creem Nele como Senhor e Salvador.

Para uma pessoa realmente entender o que é a igreja ela antes precisa entender quem é o Senhor Jesus Cristo. Pois antes do Senhor Jesus Cristo ensinar aos apóstolos sobre a igreja, ele primeiramente procurou saber o que eles pensavam a respeito dEle. Então se o conhecimento de uma pessoa a respeito do Senhor Jesus Cristo for deficiente, logicamente o seu entendimento sobre as doutrinas bíblicas, incluído a igreja também será deficiente.


Depois de ensinar sobre a disciplina na igreja, o Senhor Jesus Cristo nos diz que “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”, (Mateus 18. 20). Nós vamos estudar mais detalhadamente sobre o que significa reunirmos em nome do Senhor Jesus Cristo mais a frente. Porem queremos pensar agora como uma pessoa será atraído por Cristo Jesus, se ela não o conhece? Da mesma forma que um torcedor de um time, ou o fã de um cantor, ou um ator. Fica sabendo de tudo sobre eles, e é capaz de fazer de tudo para estar com eles, ou vê-los, assim também é a ideia expressa aqui. Uma igreja no sentido bíblico não precisa de multidões para ser uma igreja, mas sim do motivo que levam a estas pessoas a reunirem, que no caso é Cristo, e mesmo que seja duas ou três pessoas, Ele promete estar no meio daqueles que estão reunidos ao seu Nome.

Mas se uma pessoas não conhece de fato quem é o Senhor Jesus Cristo, como ela saberá o que é reunir ao Nome Dele. E como ela entendera o que é realmente a igreja do Senhor Jesus Cristo, pois Ele diz “minha igreja”. A igreja do Senhor Jesus Cristo só poderá ser entendida em sua essência por aqueles que o Conhece como Senhor e Salvador de suas almas. Você já conhece o Senhor Jesus Cristo? Quem é o Senhor Jesus Cristo para você? Se você que esta lendo este artigo ainda não conhece o Senhor Jesus como Seu Senhor e Salvador, convido a você a fazê-lo antes de continuar lendo esta serie de estudo. Pois só assim que você realmente poderá entender o que é a igreja de Deus, sabendo de fato quem é o Senhor Jesus Cristo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A Boa Forma Espiritual


T. A. McMahon
O termo “fitness” (boa forma) é um dos jargões tecnológicos favoritos do marketing que atrai muitas pessoas às academias e aos spas, e até mesmo tem um apelo para os que estão fora de forma que o mesmo se torna um ideal a ser atingido. Há poucas dúvidas de que a parte física da vida simplesmente parece ser melhor quando a pessoa está em boa forma.
A Bíblia dá alguns créditos a essa idéia em 1 Timóteo 4.8, quando Paulo fala para Timóteo que exercícios físicos são de pouco [algum] proveito. O versículo continua: “Mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser”. Em outras palavras, a piedade, que é o exercício espiritual de viver o que a Palavra de Deus ensina, deve ser buscada com afinco significativamente maior do que o “exercício físico”, para melhorar a vida diária do crente aqui na terra, bem como para dar-lhe recompensas na vida eterna.
O objetivo da boa forma espiritual, de acordo com as Escrituras, deve ser a piedade. O apóstolo Paulo exorta Timóteo a “exercitar-se” “pessoalmente na piedade” (1Tm 4.7), e Pedro declara que Deus tem doado aos crentes “todas as coisas que conduzem à vida e à piedade” (2Pe 1.3). Espero que todos os crentes que lerem isto desejem alcançar esse objetivo, não importa quão distante sintam que estão dele neste momento. A boa notícia é que há uma Boa Notícia, não importando a condição em que a pessoa se encontra!
No mundo dos esportes, quando um time está precisando se esforçar bastante em mais de um aspecto do jogo, muitos treinadores fazem com que seus atletas voltem a praticar o que é fundamental naquele esporte. Isso geralmente faz com que as coisas dêem uma volta e caminhem na direção da melhora. Tal abordagem pode também ser útil para aqueles que querem alcançar a boa forma espiritual, mas não estão bem certos sobre como devem agir. (E não estou recomendando a ninguém que saia à procura dos chamados “instrutores espirituais” ou “treinadores espirituais”, que freqüentemente utilizam as últimas tendências, métodos ou técnicas, que estão longe de ser aquilo que as Escrituras ensinam).
Quais são os elementos fundamentais nas Escrituras para o crescimento na piedade? Como declarou Jesus a Nicodemos: “Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. (...) Importa-vos nascer de novo” (Jo 3.3,7). Sem essa transformação, do nascimento espiritual do Alto, é impossível que alguém manifeste piedade. Esse novo nascimento acontece quando uma pessoa admite que é pecadora, se volta para Jesus em fé, crê que Ele pagou completamente a penalidade pelos pecados dela e aceita o dom gratuito da salvação que apenas Jesus poderia dar e realmente deu. Então, essa pessoa se torna um “novo homem”. “E assim se alguém está em Cristo, nova criatura é” (2Co 5.17). Embora tenha se transformado milagrosamente em uma nova criatura, o crente nascido de novo retém sua velha criatura, mas já não está mais debaixo de seu controle pecaminoso:
  • Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, (...) Longe de vós toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia” (Ef 4.29,31).
  • Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl 3.9-10).
  • vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Ef 4.24).
Não deveríamos nos surpreender, entretanto, quando, dentro do crente nascido de novo, a velha natureza, embora já não esteja mais no controle das coisas, cause uma batalha às vezes feroz em nosso coração e em nossa mente. Essa batalha espiritual continuará a existir em toda a nossa vida temporal, mas podemos ter a vitória diária. Por quê? Porque o próprio Deus forneceu tudo o que um crente precisa para crescer em “justiça e retidão procedentes da verdade”.
Embora tenha se transformado milagrosamente em uma nova criatura, o crente nascido de novo retém sua velha criatura, mas já não está mais debaixo de seu controle pecaminoso.
Quais são algumas dessas coisas que Ele nos forneceu? Uma ajuda fundamental é que o Espírito Santo passa a habitar em todo cristão no momento em que este crê no Evangelho:
  • Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Co 3.16).
  • E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” (Gl 4.6).
  • E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” (Jo 14.16-17).
A habitação do Espírito Santo é fundamental, pois, sem o Espírito de Cristo, não haveria vida nEle. Isto pode ser comparado a termos o último modelo de um carro, mas sem o motor. Assim como um carro sem motor seria inútil no que se refere ao propósito para o qual foi criado, também uma pessoa que não possui o Espírito Santo (e, portanto, não pertence ao Senhor) é incapaz quando se trata de viver acima das circunstâncias, de ser luz para o mundo e de, finalmente, passar a eternidade cumprindo o plano de Deus para nós. A analogia pode ser um pouco desajeitada, mas creio que dá para entender o que quero dizer.
Por outro lado, a pessoa em quem o Espírito de Cristo habita possui tudo o que é necessário para viver uma vida de piedade – contanto que utilize o Espírito – o que certamente inclui ser espiritualmente frutífero e produtivo.
Considere a incrível abundância que o Espírito Santo proporciona ao crente. Ele, a Terceira Pessoa da Trindade, é o Consolador do cristão nascido de novo (o que inclui o significado de “fortalecedor”), é Aquele que ensina, que capacita, que dá poder, que dirige, que convence do pecado, que revela a verdade, que batiza e que transmite os inúmeros dons espirituais.
Foi através do Espírito Santo que recebemos a Palavra de Deus: “Porque nunca, jamais, qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2Pe 1.21).
E é através do Espírito Santo que ganhamos entendimento das Escrituras: “Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo 14.26).
O envolvimento do Espírito Santo em nos dar a Palavra de Deus e seu valor em nos equipar em Cristo são claramente revelados em 2 Timóteo 3.15-17: “E que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que todo o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.
De fato, a revelação miraculosa de Deus através das Sagradas Escrituras é verdadeiramente o manual de instrução do Senhor, informando-nos sobre o que precisamos saber para vivermos uma vida de piedade (2Pe 1.3); e o Espírito Santo é Aquele que nos dá poder para realizarmos os ensinamentos de Jesus, que é a Palavra Viva. Jesus é Deus-Homem. Ele é eternamente Deus e, por meio da Encarnação, tornou-se o Homem perfeito. Ele jamais cessará de ser tanto Deus quanto Homem.
Somos seres finitos, portanto essa idéia, juntamente com outras (tais como a doutrina da Trindade), podem nos parecer incompreensíveis. Enquanto ainda estivermos nesses corpos terrenos, nunca seremos capazes de entender completamente nosso Deus infinito. Portanto, confiamos no que Ele nos comunicou através de Sua Palavra e, um dia, estaremos com Ele e O conheceremos em verdade perfeita (1Co 13.12).
Em nossa busca pela piedade, Jesus não apenas nos deu instruções, mas Ele, como o Homem perfeito, também demonstrou a necessidade de dependermos da obra do Espírito Santo em nossa vida. Considere os versículos abaixo:
  • o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado; em ti me comprazo” (Lc 3.22).
  • Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto” (Lc 4.1).
  • Então, Jesus, no poder do Espírito, regressou para a Galiléia, e a sua fama correu por toda a circunvizinhança” (Lc 4.14).
Numa sinagoga em Nazaré, Ele declarou ser o Messias profetizado ao ler a passagem do Livro de Isaías. Suas palavras começaram com a afirmação: “O Espírito do Senhor está sobre mim” (Lc 4.18).
Nosso Senhor não apenas demonstrou a importância do Espírito Santo em Sua vida como o Homem perfeito, mas Ele também enfatizou o mesmo para todos os que quisessem segui-lO: “Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.23-24).
Embora este artigo tenha começado fazendo referências à boa forma física como uma analogia, existe uma diferença crítica entre a propensão de uma pessoa para o exercício físico e a busca dessa pessoa pela piedade. Freqüentemente, a primeira enfoca a si mesma, enquanto que a outra não. Ela deve ser “voltada para o outro”. A piedade é manifesta no amor de uma pessoa por Deus e pelos outros. Isto se torna abundantemente claro através dos dons do Espírito Santo, os quais Deus deu a todo crente a fim de capacitar a cada um a crescer em piedade e a ser de benefício uns para os outros. Paulo, escrevendo para a igreja de Éfeso, disse:
E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo. Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens. (...) E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4.7-13).
Como foi descrito acima, os dons do Espírito certamente gerarão piedade individual, mas, como foi observado, eles também nos ajudarão a crescer ainda mais à medida que ministramos, ou servimos, aos outros.
Pedro, em sua primeira epístola, confirma que os dons são para todos os crentes e devem ser dirigidos para o bem uns dos outros. “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1Pe 4.10).
O desenvolvimento da boa forma espiritual está diretamente relacionado à dependência que a pessoa tem do Espírito Santo. Ele deu a cada crente um ou mais dons para serem usados da maneira que Ele quer e para a qual nos capacita. Se não dermos lugar à obra do Espírito Santo em nossa vida, os dons não serão exercitados, e tanto nós quanto o corpo de Cristo estaremos sendo privados daquilo que foi dado para o desempenho, o aperfeiçoamento e a edificação dos santos.
Infelizmente, nestes dias em que prevalece a apostasia do final dos tempos, a Igreja está se afastando do fortalecimento espiritual que Deus lhe proporcionou através do Espírito Santo, que é freqüentemente um Amigo negligenciado. Isto fica ainda mais evidente na área do discernimento espiritual.
Embora a boa forma espiritual seja certamente auxiliada pela operação dos dons do Espírito, existe outro importante exercício do Espírito Santo, que é um suporte para a piedade e é necessário para a excepcional qualificação que Deus nos dá para realizarmos Sua vontade: é sermos cheios do Espírito.
As Escrituras são muito claras nas exortações para os crentes serem cheios do Espírito Santo. Jesus era cheio do Espírito Santo; João Batista era cheio do Espírito Santo, bem como seus pais; Pedro era, e também Paulo, Estêvão, Barnabé e os discípulos. Além destes, todos os crentes são exortados a serem cheios do Espírito (Ef 5.18) e dos Seus frutos de justiça (Fp 1.11).
Em seu Comentário Bíblico, o falecido William MacDonald (que era membro da diretoria da Berean Call) compartilhou esses princípios bíblicos referentes a Efésios 5.18:
Como um crente pode ser cheio do Espírito? O apóstolo Paulo não nos diz aqui em Efésios; ele meramente ordena que sejamos cheios. Mas, a partir de outras passagens da Palavra, podemos saber que, para sermos cheios do Espírito, devemos:
  1. Confessar e abandonar todos os pecados conhecidos de nossa vida (1Jo 1.5-9)
  2. Ceder o controle de nossa vida totalmente a Ele (Rm 12.1-2)
  3. Permitir que a Palavra de Cristo habite ricamente em nós (Cl 3.16)
  4. Finalmente, devemos nos esvaziar de nós mesmos (Gl 2.20).
A seguir, MacDonald cita um autor desconhecido:
Assim como você deixou todo o peso do seu pecado, e descansou na obra terminada de Cristo, também deixe de lado todo o peso de sua vida e obra, e descanse na obra interior que é realizada pelo Espírito Santo. Entregue-se, manhã após manhã, para ser conduzido pelo Espírito Santo e vá adiante em adoração e descanso, deixando que Ele dirija você e seu dia. Cultive o hábito, durante todo o dia, de depender alegremente dEle e de obedecer-Lhe, esperando que Ele o guie, ilumine, corrija, ensine, use, e faça em você e com você o que for da vontade dEle. Conte com Ele como sendo um fato, completamente separado do que você vê ou sente. Vamos simplesmente crer e obedecer ao Espírito Santo como Aquele que dirige a nossa vida e vamos deixar de lado o peso de tentarmos nos guiar por nós mesmos. Assim, o fruto do Espírito aparecerá em nós, de acordo com a vontade dEle, para a glória de Deus.
Ninguém pode obedecer ao mandamento de Jesus: “Tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8.34), sem a capacitação do Espírito Santo. Uma pessoa que afirma ser cristã, mas não utiliza o poder do Espírito Santo em sua vida, talvez por causa de ensinamentos errados que recebeu, ou simplesmente por causa de uma apatia pessoal, provavelmente será esmagada pela cruz que está tentando carregar.
A boa forma espiritual é vital e mais crucial para os crentes hoje do que foi antes. Tempos de perseguição se delineiam no horizonte para os cristãos de países do Ocidente, onde a sedução, em vez da perseguição aberta, até agora tem prevalecido. Podemos aprender com o exemplo de Paulo e Barnabé: “Mas os judeus instigaram as mulheres piedosas de alta posição e os principais da cidade e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, expulsando-os do seu território. E estes, sacudindo contra aqueles o pó dos pés, partiram para Icônio. Os discípulos, porém, transbordavam de alegria e do Espírito Santo” (At 13.50-52).
Portanto, nosso encorajamento em oração por todos nós que conhecemos a Jesus e desejamos glorificá-lO, é este: Permitamos que o estudo da Sua Palavra seja nosso contínuo hábito, e que a direção e o preenchimento com o Espírito Santo sejam nossa experiência diária. Esta é a verdadeira boa forma espiritual! (T. A. McMahon - The Berean Call - Chamada.com.br)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A Contribuição Financeira na Igreja Local.

1ªCoríntios 16.1-2: 2ªCoríntios 8. 1-5, 10-12; 9. 7.

 Por Jesué da Silva Andrade.



Este assunto é um assunto muito atacado por Satanás em nossos dias. E infelizmente muito evitado por muitos irmãos. Mas como todo assunto que a Bíblia aborda ele deve ser estudado e praticado da maneira que a palavra de Deus nos orienta.
Não é porque muita coisa errada é falada com respeito a este assunto que devemos deixar de mencioná-lo e estuda-lo. Que o Senhor nos ajude a compreender as verdades necessárias sobre a contribuição financeira na igreja local.

I. A Verdade sobre o Dizimo.

Antes de pensarmos sobre o assunto da contribuição precisamos falar sobre esta questão a questão do dizimo.

1. A palavra “dizimo” significa décima parte, a sua primeira menção é em Gênesis 14. 18-20, depois em Gênesis 28. 20-22, e a ultima vez em Hebreus 7. 1-10.

2. Havia quatro espécies de dizimo em Israel.

1) O dizimo anual que era dado para os Levitas Levíticos 27. 30-33: Números 18. 21, 24, 31.

2) O dizimo dos dízimos, que os levitas tinham que separar para ser dado ao sumo sacerdote, Números 18. 25-30.

3) O dizimo de três anos que era dado especialmente aos levitas, estrangeiros, pobres e viúvas, Deuteronômio 14. 28- 29.

4) O dizimo que foi estabelecido pelos reis de Israel, 1ºSamuel 8. 15.

Nota: Alem dos dízimos o povo de Israel tinha por obrigação, ofertar com:

a) Os primogênitos, Êxodo 13.1-2, 11-13; 34.19: Levíticos 27. 26.

b) As primícias da terra, Êxodo 22. 29: Deuteronômio 25. 1-3: Neemias 10. 35.

c) As ofertas cerimoniais que era no caso os holocaustos, libações, manjares, pacificas, pelo pecado e etc.

d) A oferta alçada, ou levantada, que era para um propósito especifico, Êxodo 25. 1-2, 8-9; 35. 4-5, 10, 20-22; 36. 6-7: Malaquias 3. 8.

3. O Dizimo não é um mandamento para a igreja.

1) As menções de dizimo em Mateus 23. 23: Lucas 18. 12: Hebreus 7. 1-10, não são mandamentos para a igreja pagar o dizimo. Muitos quando contestados que no Novo Testamento não tem uma ordem que manda os crentes pagarem o dizimo. Citam estes textos, porem é forçar uma interpretação, distorcendo as Escrituras Sagradas, para induzir as pessoas a fazer algo que a palavra de Deus não manda.

a) Em Mateus 23. 23, o Senhor Jesus esta dirigindo o seu discurso não aos seus discípulos, mas aos fariseus que eram homens zelosos da lei. E eles neste zelo pagavam o dizimo até das hortaliças. Porem negligenciavam o mais importante da lei, a fé, o amor e a esperança. Eles (os fariseus) deviam sim observar a pratica do dizimo, porque estava na lei, e era para ser obedecido por eles, mas não podiam omitir o propósito moral da lei. Que era levar as pessoas a fé, ao amor, e a esperança. Isto não é um mandamento para todos os crentes dar o dizimo, mas é uma repreensão aos fariseus, que valorizam esta pratica em demasia, mas não valorizava o real sentido da lei.

b) Lucas 18. 12. Certa vez em uma conversa com um “pastor” denominacional ele me citou este texto dizendo que no Novo Testamento havia um mandamento para os crentes darem o dizimo. Eu fiquei preocupado com a distorção que este homem faz, da palavra de Deus, e como muitos que seguem ele estão terrivelmente em perigo de serem enganados. Este texto está dentro de uma parábola onde o Senhor Jesus esta ensinado sobre o perigo de alguém querer se apresentar perante Deus baseado em suas obras de justiça própria. É a parábola do fariseu e publicano, um que apresentou a Deus o que ele fazia e que como isto (na sua concepção) o tornava melhor do que os outros, e uma das coisas que ele fazia era dar o dizimo de tudo quanto possuía. Enquanto o publicano, que era desprezado por cobrar impostos dos seus conterrâneos para o império romano, orou simplesmente pedindo a Deus misericórdia por ser um terrível pecador. A oração do publicano foi ouvida, e a do fariseu não. Isto não é uma ordenança para darmos o dizimo, antes é até um aviso solene. Não adianta dar o dizimo querendo achar que por causa disso Deus será obrigado a ouvir nossas orações, e fazer tudo o que pedimos. Antes basear que dar o dizimo nos levar a uma postura tal onde Deus será obrigado a ouvir nossas orações, é agir como um fariseu. E Deus não ouvira este tipo de oração acompanhada de pretensão orgulhosa, assim como não ouviu a do fariseu.

c) Em Hebreus 7. 1-10, é usado também forçadamente para induzir as pessoas a pagarem o dizimo em suas denominações. Mas o foco da passagem não é ensinar sobre o dizimo, ou mesmo sobre contribuição, na igreja. Mas é tão somente mostrar que o sacerdócio do Senhor Jesus Cristo é maior do que o sacerdócio de Arão. E para ilustrar esta verdade o Escritor de Hebreus, leva aos cristãos hebreus a considerarem este episodio bem conhecidos por eles do Velho Testamento. Se Abraão deu o dizimo a Melquisedeque, porque este era sacerdote do Deus Altíssimo. Reconhecendo assim o seu Sacerdócio, e Arão que era da tribo de Levi, ainda viria a existência como descendente da Abraão segundo a carne. E em Abraão, o sacerdócio levítico reconheceu por alegoria o sacerdócio de Melquisedeque superior ao seu próprio sacerdócio. Então o sacerdócio de Cristo é muito superior ao de Arão, pois Ele é Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. Não é entregar, ou não dízimos que está em questão aqui, mas é o fato de Cristo ser o Sumo Sacerdote, superior ao sumo sacerdote Arão.

2) Nenhum crente que não entrega o dizimo está roubando ao Senhor, o texto de Ml 3. 8 não se pode aplicar a igreja, neste caso teríamos que desconsiderar Romanos 6. 23b: Gálatas 3. 13: Efésios 2. 8.

3) Se a igreja estivesse debaixo da obediência à lei do dizimo, então todos os crentes estariam sofrendo o que está registrado no vs 9 de Malaquias 3, observe Ageu 1. 3-11.Porque mesmo os legalistas defensores da obrigatoriedade do dizimo, não conseguem, e não pagam o dizimo conforme o estipulado pela lei dada por Deus ao povo de Israel, por intermédio de Moisés.

Não importa os que as denominações ensinam, não importa o que digam, ou o que falam nossa responsabilidade, não é com elas. Nossa responsabilidade é com o Senhor Jesus Cristo e com a doutrina dos apóstolos. Em nenhum lugar em Atos vemos a igreja primitiva entregando o dizimo, e em nenhuma das epístolas desde Romanos a Judas vemos uma única ordem para igreja entregar o dizimo.

Alguém já disse que o dizimo poderia ser considerado para o cristão como o mínimo da sua contribuição, ou seja, ele deveria propor em seu coração contribuir pelo menos com o décimo de sua renda. Uma vez que os Israelitas contribuíam com muito mais do que isto, alguém já disse que a contribuição total do povo de Israel era 30% da sua renda bruta.


II. O Ensino bíblico para a contribuição financeira da igreja local.

A primeira menção de contribuição financeira na igreja primitiva é mencionada em Atos 2. 43-44: 4. 32-35. Isto não deve ser entendido como um mandamento. Os apóstolos não pediram isto, não ordenaram isto, era algo que acontecia espontaneamente em relação aqueles primeiros irmãos. E tudo ali era devidamente dividido de maneira que não havia necessitado entre eles.

Porém começou a haver problemas com relação a esta pratica preciosa daquela igreja, Satanás logos atacou este modelo com o caso de Ananias e Safira Atos 5. 1-11 e 6. 1-8: então esta pratica dos primeiros irmãos caiu em desuso no próprio livro de Atos.

Então depois é mencionado uma oferta que os irmãos da igreja em Antioquia enviaram para a igreja em Jerusalém, Atos 11. 27-30.

Onde nós encontramos orientações sobre está questão é nas Cartas do Apostolo Paulo  a igreja de Corinto.

1. Estes princípios são uma ordenança para as igrejas, 1ªCoríntios 16.1, “fazei vós também o mesmo que ordenei as igrejas da Galácia”. Pelo menos quatros igrejas desta região são mencionadas na palavra de Deus, Antioquia da Pisídia, Listra, Icônio e Derbe são as primeiras igrejas formadas através do ministério de Paulo e Barnabé, At 13. 13 a 14. 25. A igreja em Corinto deveria fazer o mesmo que foi ordenado a estas igrejas, e nos devemos fazer o mesmo que a igreja em Corinto, pois esta carta foi dirigida à igreja de Corinto juntamente com todos os santos que todo lugar invoca o Nome do Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. 1ªCoríntios 1. 1-2.

1) Deve ser no primeiro dia da semana, ou seja, a oferta deve ser recolhida no mesmo dia que se celebra a Ceia do Senhor, 1ªCoríntios 16. 2: Atos 20. 6-7.

a) É individual, ou seja, “cada um”.

b) É particular, ou seja, “ponha a parte”, Mateus 6. 1-4.

c) É conforme a condição, ou seja, “o que puder ajuntar”, “segundo a sua prosperidade”, “segundo o que qualquer tem, e não segundo o que não tem”, 2ªCoríntios 8. 12.

2) A oferta deve ser voluntária, ou seja, “Cada um contribua segundo o que propôs no seu coração”. Não há estipulação de preço, quem propõe é o contribuinte e não a igreja. Então não existe base para a igreja exigir, cobrar, impor; determinar:

a) O dizimo.

b) Campanhas para arrecadar fundos.

c) Contribuições para realizar alguma reforma, ou algum evento.

d) Fazer ameaças aos membros da igreja com maldições, ou promessas mirabolantes de prosperidade através de testemunhos forjados.

3) A oferta não deve ser dada com tristeza, se a pessoa sente que ao ofertar alguma de suas contas deixará de ser paga, ou alguma necessidade deixara de ser suprida, e isto lhe traz tristeza em seu coração, então ela não deve ofertar tal valor.

4) A oferta não deve ser dada por constrangimento, ou por necessidade, pois Deus ama a quem dá com alegria. Ou seja, se a pessoa da o valor porque é constrangida devido ao apelo, ou pedido de alguém, ou porque ela viu uma necessidade, o aluguel do salão está vencendo, ou porque a conta de luz do salão está vencida, ela não está ofertando ao Senhor. Então ela não deve ofertar, pois a oferta deve ser dada com alegria, ou seja, algo que traz prazer ao coração, e não sentimento de obrigação, ou de orgulho presunçoso.

5) A contribuição financeira é um ministério, 1ªCoríntios 4. 1-2: 2ªCoríntios 8. 1-4, 16-19; 9. 12-13.
Ministério é serviço, um serviço prestado ao Senhor, e a Obra do Senhor. Cada salvo que contribui com suas ofertas ao Senhor, é um servo de Deus, e seu serviço e igual, ou ate maior daqueles que pregam, ou ensinam a palavra de Deus.

6) A contribuição financeira é a prova:

a) Do nosso amor, 2ªCoríntios 8. 8, 24; compare 1ªJoão 3. 16-18.

b) Da nossa obediência à palavra de Deus, 2ªCoríntios 9.13, compare com Tiago 2. 14-17.

7) É seguir o supremo exemplo do Senhor Jesus Cristo, 2ªCoríntios 8. 9.

8) A contribuição financeira na igreja deve ser realizada somente pelos salvos, batizados e em comunhão.

a) Antes de o Espírito Santo mencionar a partilha dos bens dentre os irmãos da igreja primitiva, Ele menciona a conversão, o batismo, e a perseverança deles na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações. Compare Atos 2. 44-45 com 2. 41-42.

b) Quanto Ágabo profetizou a fome que viria sobre todo o mundo, os discípulos de Antioquia determinaram (propuseram em seus corações), cada um conforme o que pudesse, enviar socorro aos irmãos que moravam na Judéia, At 11. 27-30.

c) O Espírito Santo através do apostolo Paulo ao ordenar a igreja de Corinto sobre a contribuição, da à ordem para o fazê-lo no primeiro dia da semana, pois é o dia em que a igreja reunia para partir o pão, 1ªCoríntios 16.1-2: Atos 20. 7. Se uma pessoa incrédula, ou sem ser batizada, ou em pecado, não é apto para participar da ceia do Senhor, esta também não está apta para contribuir financeiramente com a obra do Senhor.

d) Os macedônios antes de enviar as ofertas deles por mãos do apostolo Paulo se deram primeiramente ao Senhor e depois aos apóstolos, pela vontade de Deus, 2ªCorítios 8. 5. Ou seja, antes de você dar o seu dinheiro ao Senhor, você precisa primeiro dar o seu coração, só assim você estará realmente ofertando ao Senhor. Não adianta da até o salário inteiro para a igreja, se a pessoa ainda não tiver se arrependido de seus pecados, e entregado a sua vida ao Senhor Jesus recebendo Ele como Senhor e Salvador de sua alma.

e) O apostolo João elogiou a Gaio, por ter recebido bem os irmãos que saíram por causa do Nome do Senhor Jesus Cristo, e não aceitaram nada dos gentios (descrentes), 3ªJoão 5-8. Ou seja, estes eram irmãos que haviam saído para o mundo a fora, para pregar o evangelho da salvação em Cristo aos perdidos. E estes irmãos saíram por amor ao Senhor Jesus, eles deixaram suas terras, suas rendas, seus empregos, e talvez até suas famílias, levar a palavra de Deus aos perdidos. E eles foram elogiados por que não receberam nada dos gentios (incrédulos). O texto não fala que eles não pediram, antes que eles não aceitaram. Talvez alguma pessoa descrente até ofereceu algo para eles, mas eles para não causar escândalo ao evangelho, não receberam tal ajuda.

f) Deve se haver reconciliação com os irmãos antes de apresentarmos nossas ofertas, Mateus 5. 23-24. Se dois irmãos em Cristo tiverem qualquer desavença eles devem se reconciliar primeiro antes de ir e apresentar a sua oferta ao Senhor. Se a igreja sabe que há problema entre dois irmãos e aceita a oferta de ambos, antes que estes se reconcilie, ela está sendo conivente com o erro, e está sendo hipócrita, algo que mancha o testemunho da igreja local, e que traz escândalos para a obra de Deus.

III. O propósito da contribuição financeira.

1. O sustento missionário, 1ªCoríntios 9. 1-15, 18-19: 2ªCoríntios 11. 5-10.

1) Missionários não são somente os que fazem missões transculturais, todos os crentes são missionários, porem existe aqueles que devido o seu chamado ele precise dedicar-se integralmente a obra. Neste caso existem os:

1) Evangelistas, 1ªCoríntios 9. 14.

2) Os ensinadores Gálatas 6. 6:

3) Os presbíteros 1ªTimóteo 5. 17-18.

4) Até no caso os diáconos, 1ªTessalonicenses 5.12-13.

2. A filantropia, ou seja, ajuda aos necessitados materiais, Atos 11. 27-28; 20.25: Romanos 15. 26-27: Efésios 4. 28: Gálatas 6. 10.

3.A manutenção dos bens materiais da igreja, tipo salão de reuniões, veículos, pão da ceia, vinho, objetos de limpeza e etc.

4. Realizações de eventos, conferencias, encontros, viagens, confraternizações e etc.


IV. Os que administram as finanças da igreja.

1. Devem ser pessoas escolhidas pelo presbitério da igreja, ou reconhecidos pela sua integridade e honestidade pela mesma, Atos 11. 27-30; 12. 25: 2ªCoríntios 11.16-24.

1) Neste caso podemos destacar alguns fatos importante.

a) Deve ser mais de um irmão que cuide deste serviço, Atos 11. 30: 2ªCoríntios 8. 16, 18, 22.

b) Eles são ministros do evangelho, Atos 12. 25: 2ªCoríntios 8. 19, 23.

c) Eles devem ser zelosos, honestos e transparentes, 2ªCoríntios 8. 20-22.

d) Eles devem ser homens cheio do Espírito Santo e de sabedoria, Atos 6. 3.


V. A recompensa para este importante ministério.

1. Os galardões, Mateus 6. 19-21; 10. 40-42: 1ªCoríntios 3. 10-15; 13. 1-3.

2. Bênçãos materiais, 2ªCoríntios 9. 8-11: Felipenses 4. 14-20.

Que Deus na sua infinita graça e misericórdia diante destes fatos possa abrir nossa mente, e o nosso coração para que exerçamos esta importante função que é contribuir financeiramente para a Sua Obra. Amém.

Este artigo é um esboço, qualquer duvida, deixe seu comentário, e teremos o privilegio de esclarecer suas duvidas. 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Fé Como Um Grão de Mostarda

"Respondeu-lhe o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar; e ela vos obedecerá" (Lc 17.6).

"Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível" (Mt 17.20).
Que pensamentos e emoções invadem o nosso coração quando lemos essas afirmações do Senhor Jesus? Estamos de fato firmemente convictos de que isso se cumprirá literalmente com uma ordem nossa, fazendo uma amoreira ou um monte se transplantarem de um lugar a outro? Ou reagimos justamente ao contrário, simplesmente rejeitando essas afirmações e dizendo que isso não é possível?
Infelizmente, são justamente essas afirmações de Jesus que criam em muitos crentes uma sensação de fraqueza interior, pois quase automaticamente vem o pensamento: "isso não é possível!" Pelas leis da natureza, infelizmente, é o que acontece com essas passagens das Escrituras; em princípio, sempre despertam dúvida e incredulidade, levando-nos à humilhante constatação de que não entendemos direito o que a Palavra quer nos dizer.
Por isso empenhemo-nos para entender qual é, afinal, o sentido espiritual mais profundo das palavras de Jesus especialmente em Mateus 17.20.
Em primeiro lugar, quero dizer que em nosso texto: "Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível", não se trata de uma grande fé, mas de uma grande façanha, de um ato grandioso! Essa afirmação é totalmente contrária à interpretação tradicional que sempre fala de uma fé tão grande que muda um monte de lugar. Mas repito: aqui prioritariamente não se trata de uma grande fé, mas de uma grande ação pela fé!
Afinal, que fé é esta, que pode ter um efeito tão impressionante como o deslocamento de um monte? Será que é uma fé imensa, sistemática, objetiva, planejada, convincente, que não vê empecilhos, e que de maneira soberana supera tudo o que atravessa o seu caminho? Uma fé que move montanhas evidentemente poderia ter tais características. Mas o Senhor Jesus não fala de uma fé desse tipo. Então, que fé é esta, que tem – como Jesus expressa figuradamente – a condição de transferir montes? A esta fé capaz de fazer grandes façanhas, o Senhor Jesus chama de:

Fé como um grão de mostarda

Grãos de mostarda
"Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível". O que é um grão de mostarda? Em Marcos 4.31, ele é chamado de "...a menor de todas as sementes sobre a terra". De fato ele tem um diâmetro de apenas 0,95 -1,1 mm. Esse pequeno grão de semente, que tem de ser observado com uma lente se quisermos vê-lo nitidamente, é considerado pelo Senhor como exemplo para uma fé que é capaz de mover montanhas.
Por que Jesus considera justamente esse pequeno grão de mostarda como exemplo para uma fé pela qual podem acontecer grandes coisas? Pelo fato desse pequeno grão de semente ser capaz de ilustrar o que significa transportar montes. Esse grão de semente extremamente pequeno, que quase não pode ser visto a olho nu, no espaço de um ano se transforma num grande arbusto, numa pequena árvore com galhos de cerca de 2,5 a 3 metros. Portanto, como são diminutos os pré-requisitos para um resultado tão grande num minúsculo grão de semente, onde aparentemente nada existia. No entanto, justamente estas condições mínimas são um exemplo que o Senhor usa para ilustrar uma fé que é suficiente para remover montanhas! Essa "fé como um grão de mostarda" não aponta de maneira clara para a nossa fé, que muitas vezes é tão fraca e pequena? Com isso, de maneira alguma quero desculpar nossa repetida incredulidade dizendo simplesmente: afinal, só tenho uma fé bem pequena, como um grão de mostarda! Quero lembrar que muitos de nós, repetidas vezes, já tivemos a impressão de que nossa fé era assim tão pequena e insignificante, e isso pode provocar dificuldades consideráveis. Assim mesmo, essa é justamente a pequena fé, quase imperceptível, que, segundo as palavras de Jesus, tem o poder de transpor montes.

É necessário mudar o raciocínio!

Oração de fé
Será que, às vezes, não imaginamos algo errado quando pensamos na fé que precisamos ter para viver como cristãos verdadeiros? Todos nós nos defrontamos diariamente com situações, perguntas e problemas que se avolumam como montes. Não é justamente nesses momentos que aspiramos de todo o coração ter mais fé, ter uma fé maior, a fim de vencermos tudo isso? É justamente aí que muitos precisam aprender a mudar o raciocínio, pois Jesus diz: "Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá!" Em outras palavras: nossa fé não necessita ser particularmente grande para transferir montes – simplesmente é suficiente "termos fé".
Se o grão de mostarda tivesse a possibilidade de olhar para si mesmo e conseguisse se enxergar, teria tudo para desanimar, pois em si mesmo não teria nada a apresentar. E assim é também, muitas vezes, em nossa vida: olhamos para nós e vemos uma fé relativamente pequena, limitada, e então ficamos desanimados. Mas o grão de mostarda não faz isso. Ele não olha para si mesmo para então desanimar. Não, ele simplesmente se deixa plantar na terra, ali começa a crescer, e finalmente se torna aquilo que deve ser, ou seja, uma árvore em cujos ramos "aninharam-se as aves do céu" (Lc 13.19).
Ao mesmo tempo é de se considerar que o grão de mostarda não se torna uma árvore porque empreendeu grandes esforços, mas simplesmente porque torna ativo e aplica o que possui! Oh!, como seria bom se compreendêssemos hoje que, com todas as nossas fraquezas, dificuldades e tentações diárias, simplesmente podemos nos aquietar com fé infantil na mão de nosso Salvador! Que modificação isso provocaria em nossa vida espiritual!
Simplesmente creio que, muitas vezes, caímos no erro de ter conceitos errados acerca da fé. Na verdade, é a fé singela na obra consumada de Jesus Cristo que consegue nos levar adiante e que, a cada dia, nos conduz para uma comunhão mais profunda com o Cordeiro de Deus, e não o esforço da nossa alma em crer bastante.
Em nossa vida como cristãos não precisamos nos estender buscando novas formas e grandezas de fé, mas simplesmente ter e usar a fé pela qual fomos salvos, ou seja, a fé simples no Senhor Jesus Cristo. Nesse contexto, leia novamente o que Davi diz no Salmo 18.29: "Pois contigo desbarato exércitos, com o meu Deus salto muralhas". Ou veja também o que ele diz nos Salmos 60.12 e 108.13: "Em Deus faremos proezas, porque ele mesmo calca aos pés os nossos adversários". Essas afirmações testificam de uma fé poderosa e vencedora que Davi tinha? Eu penso que não, pois Davi era um homem com fraquezas e erros como nós. Ainda assim, esses versículos testemunham que Davi se agarrava com toda a simplicidade ao seu Deus e por meio dEle podia fazer grandes proezas.
Ou lembremos de 1 João 5.4: "Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé". Que fé é essa que vence o mundo? É uma fé poderosa, forte, que supera tudo? De modo algum! A fé que vence o mundo é a fé singela, que muitas vezes não se sente; é a fé sacudida e posta à prova, mas assim mesmo firmada no sangue reconciliador e salvador de Jesus Cristo! Isso é tudo! Essa fé não se apóia no que sentimos ou percebemos, mas naquilo que sabemos, ou seja, que Jesus venceu o mundo (Jo 16.33b), e que de fato somos filhos de Deus. Essa é a fé que remove montanhas!
Como seria bom se compreendêssemos hoje o que significa de maneira bem prática nos contentarmos com a fé simples como um grão de mostarda. Então muitos de nós mudariam totalmente sua vida espiritual teimosa e pouco inteligente! Que de uma vez por todas reconhecêssemos que o caminho da fé é simples; que não se trata de fazer grandes esforços espirituais, mas simplesmente de confiar naquilo que nos é oferecido em Cristo!

Grandes resultados da fé como um grão de mostarda

Monte
Em Isaías 42.3 está escrito: "Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega". Essa é uma profecia messiânica que é confirmada no Novo Testamento (Mt.12.20) de maneira direta em relação a Jesus Cristo, e por isso já se tornou grande fortalecimento para muitos filhos de Deus. Essas palavras também são uma figura de uma pessoa que possui fé como um grão de mostarda. Pois a cana quebrada ainda não foi esmagada, está apenas quase partida, e uma torcida que fumega ainda não está totalmente apagada. Nesse sentido essas palavras apontam para a fé mais pequena possível que uma pessoa pode possuir, fé como a de um grão de mostarda.
O que vimos no caso do grão de mostarda? Que ele não tem quase nada a oferecer, mas oferece tudo o que tem, e por meio disso experimenta grandes resultados!
Meu irmão, minha irmã, você compreende o que o Senhor quer lhe dizer com isso? Talvez você leia esta mensagem com o estado interior de uma "cana quebrada" ou de uma "torcida que fumega". Você se sente interiormente fraco e miserável, e em seu interior só resta uma fé ínfima, do tamanho de um grão de mostarda? Você se sente assim porque diante de sua alma se amontoam grandes montanhas de angústias, preocupações e problemas. Mas agora escute bem: o fato de você se sentir como uma "cana quebrada" ou uma "torcida que fumega" prova que em você ainda existe algo. Pois uma cana quebrada ainda não está amassada, e uma torcida que fumega ainda não está apagada. Apesar de todos os montes de dificuldades que talvez neste momento existam à sua frente, você ainda tem uma centelha de fé. E é justamente isso que você tem que ativar agora, pois Jesus diz: "Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível". Todos estes montes, problemas e dificuldades podem ser "lançados no mar" se você ativar e aplicar sua pequena fé, embora ela seja como um grão de mostarda. Em outras palavras, isso acontece se você simplesmente vier agora a Jesus como você é. Ele não "esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega". Pelo contrário, no Salmo 34.18 está escrito: "Perto está o Senhor dos que têm coração quebrantado e salva os de espírito oprimido". Uma coisa, porém, você precisa fazer: você – "a cana quebrada" e "a torcida que fumega " – tem que buscar a Jesus como você é. Assim você torna ativa a sua fé como um grão de mostarda. E por meio disso você terá condições de "lançar no mar" todos os montes, preocupações e problemas. Incentivo você a vir ainda hoje, agora, a Jesus com o pouco que você tem – com sua fé como um grão de mostarda. Assim o Senhor poderá lhe encontrar de maneira totalmente nova, e fazer transbordar sua vida como talvez nunca aconteceu antes!
Nesse contexto, façamo-nos a pergunta:

Como aconteceu a alimentação dos cinco mil?

Pão
Para poder alimentar os milhares de ouvintes, os discípulos já haviam projetado um plano "muito bom": "Ao cair da tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: O lugar é deserto, e já vai adiantada a hora; despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer" (Mt 14.15). O Senhor, porém, não havia esperado por uma proposta dessas, mas por outra bem diferente. Ele não necessitava dos estoques de gêneros alimentícios dos arredores para poder alimentar as milhares de pessoas. Ele procurou por alguém que tivesse fé como um grão de mostarda. Ele necessitava de uma pessoa que possuísse pouco, mas que estivesse disposta a dar ao Senhor o pouco que possuía. Por meio disso, Ele seria capaz de realizar uma grande obra.
E de fato estava presente "um rapaz" que, como está escrito em João 6.9, tinha "cinco pães de cevada e dois peixinhos", e que estava disposto a Lhe entregar esse pouco! E o que fez o Senhor com isso? "Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam" (v. 11). Dessa maneira o Senhor Jesus Cristo alimentou cinco mil homens além das suas mulheres e crianças com cinco pães de cevada e dois peixinhos. Entendamos corretamente: Ele somente realizou esse milagre porque estava presente alguém – justamente esse rapaz – que demonstrou a fé como um grão de mostarda, entregando ao Senhor o pouco que possuía. Que montanhas de problemas e receios foram afastados dos discípulos e ao mesmo tempo lançados no mar! Eles viam montes enormes diante de si, pois como seria possível alimentar um número tão grande de pessoas? Eles também já haviam se preocupado em como poderiam afastar estes "montes". Mas Jesus não necessitava de nada disso. Ele apenas procurou a fé como um grão de mostarda que acabou encontrando nesse rapaz. Dessa maneira todos os montes de dificuldades e impossibilidades "foram lançados no mar".
Meu irmão e minha irmã, seja, ainda hoje, como esse rapaz: consagre ao Senhor o pouco que tem. Traga ao Senhor a sua fé como um grão de mostarda, e Ele virá ao seu encontro de maneira totalmente nova. Entregando o pouco de fé que você possui, Ele terá condições de "lançar no mar" as montanhas de sua vida, suas dificuldades e preocupações! Portanto, não é o tamanho de nossa fé que faz a diferença, mas a fé como um grão de mostarda num grande Deus! (Marcel Malgo – http://www.chamada.com.br)