segunda-feira, 16 de outubro de 2017

EVANGELISMO O SERVIÇO MAIS SUBLIME DA IGREJA.

Romanos 10. 9-16.
A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.
 Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.
 Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido.
 Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam.
 Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
 Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?
 E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.

Se nós perguntássemos a alguma criança o que ela quer ser quando crescer, geralmente ela nos dirá. Eu quero ser médico, outra eu quero ser advogado, outro professor e assim por diante.

Pois elas desejam ser estes tipos de profissionais, pois consideram as pessoas que exercem essas profissões o máximo, consideram elas sublimes, tem uma grande estima por esse tipo de profissão, que desejam em algum momento de suas vidas ser um profissional destas áreas.

Mas será que existe serviço mais sublime do que pregar o evangelho?Será que existe recompensa melhor do que ver uma alma destinada a ir para a condenação reconhecer, e se arrepender dos seus pecados, e crer no Senhor Jesus como Único e Suficiente Salvador?

Será que existe maior ato de nobreza do que comunicar, e compartilhar com os outros,  da maior de todas as bênçãos, que é a segurança eterna providenciada por Deus através do Calvário, onde seu Unigênito Filho morreu por nós numa terrível cruz?
Com certeza a maioria das pessoas que experimentaram tão grande salvação, diriam que não existe. Com certeza todos concordarão comigo que esse serviço é o mais sublime de todo o universo.

Mas e na pratica, como igrejas locais como, e como cristãos individuais, como está sendo a nossa atitude? O que nós estamos fazendo?
É fácil dizermos isso, é fácil concordar com a palavra de Deus, é fácil pregarmos isso no púlpito. Mas e nosso dia a dia, e no nosso cotidiano, o que está sendo feito?

Nos cinco primeiros versículos que do nosso texto em consideração podemos observar que Paulo na direção do Espírito Santo de Deus está nos dizendo como ocorre a conversão de um homem ( mulher). Como este obtêm a sua salvação, o maior bem de todo universo.

Versos 9-13 ele nos diz: “Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Pois com o coração se crê para a justiça,e com a boca se faz confissão para a salvação. Como diz a Escritura: Todo aquele que crer não será confundido. Pois não há diferença entre judeu e grego; um mesmo é o Senhor  de todos rico para com todos o que o invocam, por que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.

Ou seja, a salvação só possível, mediante a fé na Pessoa e Obra perfeita que O Senhor Jesus realizou por nós na cruz do calvário, não existe outro meio. O ser humano têm que crer de coração na morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo diante de Deus, e confessar Ele como Senhor pessoal de sua vida perante Deus. Pois todo o crer no
Senhor não será confundido, não será envergonhado, não será desamparado. Seja ele judeu ou grego,  um mesmo é o Senhor , ou seja o mesmo Jesus Cristo que morreu pelos judeus também morreu pelos gregos, pelos negros, pelos brancos, pelos altos, pelos baixos, pelos ricos, pelos pobres, e etc.

Pois Ele é rico para com todos, e esse ser rico que a palavra de Deus menciona aqui e a riqueza do perdão de Deus, que também é mencionado pelo profeta Isaias 55. 7:

 “Deixe o perverso o seu caminho, e o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar”.

Deus é rico em perdoar, ele está disposto a perdoar o pecador, a purificá-lo de todos os seus pecados. E muitas das vezes usamos esses textos para a nossa pregação do evangelho, nos púlpitos, e o interessante é que os usamos muitas das vezes para pregar o evangelho nas reuniões da igreja onde à maior parte dos que estão reunidos são crentes, ou pelo menos professam ser.

Mas quantas das vezes esquecemos-nos do contexto dele que é um puxão de orelha em cada um de nós salvos pelo Senhor Jesus Cristo.

O Espírito Santo através destes outros versículos escritos por Paulo aos irmãos de Roma faz quatro perguntas que nos incomodam, ou deveria nos incomodar em relação ao mais sublime serviço da igreja que é a o evangelismo. Alias antes de o Senhor ser assunto aos céus foi à primeira ordem que Ele deu aos discípulos, Mateus 28. 18-20 e Marcos 16. 15.

I. “Como, porém, invocarão aquele em que não creram?...”.

No capitulo treze o Paulo faz uma afirmação dizendo “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.”. no verso quatorze ele faz essa interrogação “Como, porém, invocarão aquele em que não creram?”.

Ou seja, como as pessoas invocarão aquele em que não creram. A palavra invocar é o mesmo que chamar em auxilio, pedir ajuda, gritar por socorro. Quando estamos em perigo nos invocamos os meios humanos de socorro por exemplo: bombeiros, policia, equipes de resgates e etc.

Agora porque fazemos isso? Porque sabemos que eles foram treinados para isso, para nos socorrer, eles tiveram um treinamento especial para enfrentar situações delicadas. E nos cremos neles, e nas suas habilidades, confiamos neles a ponto de entregarmos a situação em que nos encontramos nas mãos deles. Mas como alguém fará isso em relação ao Senhor Jesus Cristo se eles não crêem nele? Será que alguém invocará ao Senhor Jesus sendo que não confiam que Ele os pode salvar?

Será que as pessoas que estão caminhando a passos largos para a perdição  se converterão ao Senhor Jesus, entregando suas vidas a Ele, sem depositarem a confiança de seus corações, na realidade da perfeição do Seu sacrifício na cruz?

Mas muitas das vezes nós pensamos que este verso está se referindo a responsabilidade individual de todo ser humano perante Deus ao ouvir o evangelho. Mas não é isso que a palavra de Deus nos está ensinando aqui. Mas sim está destacando a nossa responsabilidade como servos e servas de Deus. Ou seja, as pessoas não pedirão ajuda a alguém, ou não pedirão socorro a alguém em que elas não têm plena certeza de que ele pode a ajudar, de que ele as pode a socorrer. Mas porque as pessoas não crêem no Senhor Jesus Cristo? Então isso nos leva a segunda questão, a segunda interrogação.

II. “E como crerão naquele de quem nada ouviram?...

Geralmente o corpo de bombeiros é chamado, porque sabemos que eles têm capacidade para ajudar na situação de incêndio, ou acidentes.  Procuramos um medico especialista em determinadas enfermidades, porque sabemos que ele é alguém capacitado para lidar com aquele tipo de doença. Contratamos um advogado por que sabemos que ele pode livrar o criminoso de ir para prisão, ou ganhar uma determinada questão de litígio.

Mas em todos esses casos de alguma forma ficamos sabendo informações suficientemente confiáveis a respeito de qualquer pessoa destas áreas, que nos convencem de que elas podem nos ajudar, podem nos socorrer em alguma situação difícil em que estamos. Alguém nos informou sobre elas, alguém nos disse que essas pessoas podiam nos ajudar, podiam nos socorrer.

Mas imagine se pegasse fogo em uma casa, e as pessoas dessa casa nunca soubessem que existe um corpo de bombeiros em sua cidade. Ou se adoecessem, de uma doença seria, mas não existe medico especialista que pudesse cuidar dela, porem esse medico especialista existe, mas ninguém a informou sobre ele. Ou se alguém fosse preso, porque foi confundido com um criminoso perigoso, e ele condenado a morte por causa dessa confusão, mas esse cidadão honesto que teve a ma sorte de se parecer com um delinqüente não conhece um bom advogado que o pode livrar daquela situação. Porem, há poucos metros da cadeia onde ele está preso mora o melhor advogado da cidade. Só que ninguém falou nada a respeito desse advogado para ele, ele nem sabe que este advogado existe.

Assim é o que acontece com milhares de pessoas que não crêem, elas não ouviram nada do que a palavra de Deus ensina sobre o Senhor Jesus Cristo. Elas ouvem o que as religiões dizem, o que os lideres religiosos pregam, o que milhares de falsos profetas propagam pó ai. Mas com respeito à verdade em relação a Pessoa e Obra do Senhor Jesus Cristo eles não ouve quase nada, e o pouco que ouvem é de maneira distorcida.

Então porque elas não crêem Nele? É porque elas receberam ou recebem pouco conhecimento em relação ao Senhor Jesus Cristo. E esse pouco conhecimento e totalmente distorcido muitas das vezes. E isso é porque o que elas tem ouvido não é sobre Ele, mas é sobre religiões instituídas por homens que dizem servir a Ele. É porque muitos querendo somente o dinheiro dessas pessoas estão afastando elas ainda mais da verdade. E o conhecimento que elas têm do Senhor não é um conhecimento verdadeiro, mas falso.

Mas por que elas não ouvem a respeito do Senhor Jesus Cristo? Porque muita informação falsa a respeito Dele é propagada, e muitas pessoas estão sendo enganadas?

Então estes fatos nos leva para a terceira pergunta feita pelo apostolo.

III. “E como ouvirão, se não há quem pregue?

As pessoas não invocam ao Senhor Jesus, porque não crêem Nele, elas não compreende que Ele é perfeito, e completamente capaz de salva-las plenamente.

Elas não crêem Nele porque não tem informação suficiente para que se convencerem dos seus pecados, da sua própria incapacidade de se salvarem, e de que somente em Cristo elas podem encontrara o perdão de seus pecados. Por isso elas não O invocam para serem por Ele salvas da condenação eterna. E elas não têm informações suficientemente claras, porque os que comunicam realmente o que a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada ensina a respeito dele são muito poucos. E diante de tamanha enxurrada de ensinos distorcidos a respeito Dele, ela não sabem no que acreditar. Quase não há quem publica para elas a grandiosa obra redentora, de nosso amado Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Será que isso não nos incomoda? Sabermos que nossos familiares estão indo para o inferno e nos estamos calados?

Que nossos vizinhos estão condenados, e nós podemos ajudá-los a livrar-se da condenação, mas muitas das vezes ficamos estamos quietos?

Que nossos colegas de trabalho com quem muitas das vezes compartilhamos problemas pessoais, de maneira que criamos uma boa amizade com eles, mas eles estão perdidos e nós não falamos nada com eles a respeito do Nosso Salvador?

E no caso de pregar não só com nossas vozes, mas com nosso testemunho, nossas atitudes, nosso comportamento.

Quantas vezes pregamos, mas nossas atitudes, nossas vidas, falam mais altos do que nossas vozes, de maneira que abafam a mensagem do evangelho, impendido que as pessoas vêem Cristo em nós?

 Quantas das vezes queremos levar as pessoas a Cristo, mas na prática nós estamos afastando elas Dele com a nossa conduta?

Quantas vezes nós negligenciamos a nossa grande responsabilidade como servos do Senhor Jesus, de anunciar as boas novas, é o motivo pelos quais ainda muitas pessoas não crêem Nele como Senhor e Salvador de suas vidas?

Quantas vezes estamos em casa tranqüilos, vendo televisão, enquanto milhares estão caminhando a passos largos para o inferno?

Quantas vezes estamos freqüentando as casas uns dos outros, para falarmos de negócios, de empreendimentos, de trabalho, de problemas familiares, de novelas, e o pior ainda para falarmos maus uns dos outros? No lugar de estarmos orando uns pelos outros, de estarmos orando pelos perdidos, de estarmos planejando uma estratégia de evangelização, ou marcando uma hora para evangelizarmos um determinado lugar, ou estarmos distribuído folhetos, ou estarmos orando pelos que estão no serviço, e etc.

Mas então nós passamos agora para a quanta questão.

IV. “E como pregarão, se não forem enviados?”.

Ou seja, se por um lado nós temos a omissão e o mau testemunho, que atrapalha o avanço do evangelho. Por outro lado se tem a deficiência da maior parte das igrejas em perceber a grande necessidade do mundo que jaz no maligno. Uma coisa lastimável.

As pessoas não são salvas porque não crêem. Elas não crêem por falta de informação com respeito a Pessoa Bendita do Senhor Jesus Cristo. Elas não têm a informação porque não há muitas das vezes quem anuncia para elas. E não há quem anuncia para elas porque esses não estão sendo enviados para isso.

E porque, eles não estão sendo enviados para isso?

Ou seja, é Deus quem chama aos seus servos para a obra. Alias todos os salvos são comissionados pelo Senhor Jesus Cristo para pregar o evangelho. Muitos irmãos entendem que isso é responsabilidade somente daqueles que se dedicaram ao serviço exclusivo. Mas na realidade todos nos recebemos esse chamado do Senhor quando nós nos convertemos.

Mateus 28. 19-20,  O Senhor Jesus nos diz: “Ide, portanto, e fazei discípulos de todas as nações, batizando as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos.”.

Ele não disse que era só para os discípulos fazer mais discípulos de todas as nações, mas também ensiná-los a guardar todas as coisas que Ele os ordenou.
Ou seja, o ide, o fazer discípulos de todas as nações. E como se faz discípulos do Senhor Jesus Cristo. É pregando o evangelho. E esta ordem é direcionada a todos os salvos.

Eu fico admirado com alguns irmãos que falam tanto em obediência ao ensino da palavra de Deus. Principalmente no aspecto de usos e costumes, e não digo isto está errado,  pois se a palavra de Deus assim ensina é para ser obedecido mesmo. Com a Bíblia não se discute se obedece. Mas o caso é que parecem que esqueceram essa ordem preciosa do Senhor Jesus Cristo.

Pessoas estão morrendo sem a salvação, estão indo aos milhões para o inferno, mas não se vê elas orando pelos perdidos, não se vê elas aproveitando as oportunidades, não  se vê elas preocupadas em anunciar a salvação. Então eu me pergunto isso também não e desobediência? Deixar de falar da salvação em Cristo não é desobedecer a uma ordem direta Dele?

É impressionante como alguns dizem que no arrebatamento da igreja Cristo só vai levar os que são “fieis”, os que são “obedientes”, claro que a palavra de Deus não ensina isso. Cristo virá buscar todos os salvos, todos os que realmente o aceitaram como Senhor e Salvador. Mas se este absurdo fosse verdade o tanto de crente que se julga fiel por que não usa bermuda e só calça comprida, que iria ficar por que não obedeceram esta ordem direta do Senhor Jesus Cristo, não tem nem como avaliar. O tanto de irmãs que se julgam fieis por que não aparam as pontas do cabelo, que ficariam para o período da grande tribulação é incalculável, porque não pregam o evangelho não tem nem comparação.

Se deixarmos de pregar o evangelho estamos sendo desobedientes ao Senhor, Paulo mesmo disse que pregar o evangelho é nossa obrigação.

Mas quantas das vezes as igrejas não enxergam isso como obrigação.

E então ela não envia os pregadores. Muita das vezes se entende que enviar pregadores é somente separar um irmão para o serviço exclusivo. E não é só isso.

Deus ele dá o dom, consequentemente ele chama para fazer o serviço. Mas alguém pergunta como Deus chama?

Não é por Sonho, não e por revelação não é por visão sobrenatural.
Deus chama pela sua palavra primeiramente a ordem direta do Senhor Jesus Cristo.

Segundo pela orientação do Espírito Santo, Ele vai despertar o desejo da pessoa, Ele vai incomodar a pessoa diante da grande necessidade que está a sua frente, Ele vai providenciar as oportunidades para a pessoa agir.

Terceiro ele confirmará o chamado através da percepção de irmãos mais experientes.

Mas a igreja tem que enviar os pregadores.
Enviar os pregadores é incentivá-los, apoiá-los, é estar impondo as mãos sobre eles figuradamente falando.

Não se envia um irmão somente através de uma carta de recomendação para o serviço exclusivo. Mas através de incentivo, de apoio moral, espiritual, e até material.
Quando falo sobre apoio material não estou me referindo ao sustento financeiro do obreiro. Não é isso, claro que isso é um apoio necessário. Mas pode apoiar alguém financeiramente com uma mão, e tirar a dignidade dele com a outra. Limitando o ministério dele com ameaças, e restrições sem sentido.

Enviar pregadores é ter um trabalho evangelístico serio na igreja, que abrange a toda faixa etária de pessoas. Homens, mulheres, crianças, adultos, solteiros, casados. Que envolva todos que se disponham a evangelizar os perdidos. E investir em oraçãos pelos que evangelizam, e apoiá-los moralmente quando são perseguidos, ou frustrados. A supri-los com material necessário, para a capacitação pessoal deles, e também para o serviço de evangelização que desempenham, e etc.

Já vi na minha pouca experiência um irmão sentir o desejo de visitar a pessoas descrentes para pregar o evangelho. Ma ai ele não tem experiência e no caso comete erros, devido a sua falta de experiência, no lugar dos irmãos mais velhos no evangelho o ajudarem no serviço, acompanhando-o e aconselhando-o, geralmente o critica e até o repreende asperamente levando jovem irmão ao irmão ao desanimo.

Já vi de um jovem chamar um ancião para evangelizar, e este diz não, mas depois que o jovem foi sozinho, o ancião o criticou dizendo que o jovem fez errado, pois o Senhor Jesus mandou ir de dois em dois.

Quando alguém começa a despontar no evangelho, tendo o desejo de evangelizar os perdidos, alguns ficam com ciúmes, e no lugar de o apoiarem, ficam caçando uma oportunidade para rechaçar o ministério do irmão.

Devemos orar pelos que pregam o evangelho, devemos da suporte, a eles devemos ajudá-los no que precisarem.

Já ouvi o absurdo de um irmão procurar os presbíteros da igreja, para pedir recursos financeiros para comprar folhetos para distribuir na cidade onde ele morara, e um dos presbíteros dizer que o dinheiro da igreja não era para isso. Se não é para aquisição de material para evangelizar os perdidos, para que é o dinheiro que é levantado em uma igreja através das ofertas voluntarias dos irmãos? Fiquei chocado com esta informação.

O pior é que muitos se perguntam porque nossas igrejas não crescem? É porque temos visto a musicalidade, as agitações sem sentido, os movimentos histéricos, erroneamente chamados de momento de louvor, tomar o lugar do mais sublime serviço da igreja, que é o evangelismo serio, e conciso que procura apresentar ao pecador perdido, o Cristo Crucificado como único meio de salvação.

Temos visto casas cheias, de cantores, cheias de barulho, de movimento, mas vazias de pessoas que realmente foram salvas por Cristo, e que realmente estão comprometidas com Ele, sendo reais instrumentos nas mãos Dele para a salvação dos perdidos.

Que Deus nos ajude a valorizar o mais sublime serviço da igreja que é o pregar o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, que é o poder de Deus para a salvação de Todo aquele que crê, Romanos 1. 16.












segunda-feira, 17 de julho de 2017

OS CONSELHEIROS DE JÓ.

Por: Adonias Gonçalves.

Jó 2. 11-13: Romanos 15. 14: 1Corintios 12. 25.

O sofrimento humano é uma realidade que atinge em cheio as pessoas em qualquer lugar, independente da sua posição social, intelectual ou financeira. Até mesmo nós os crentes, não estamos livres da presença do sofrimento que nos rodeia quer seja pela falta de uma boa saúde, que pelas circunstancias a nossa volta.

Muitos crentes, ainda que não sogram por causa do pecado, estão pecando por causa do sofrimento e suas consequências. Alguns estão perdendo a esperança e fraquejando na fé por não conhecerem que do sofrimento humano podem surgir novas experiencias com o Senhor que é o Deus da consolação (1Corintios 1. 3).

Uma das grandes necessidades da igreja neste inicio do Seculo XXI é a ausência de conselheiros espirituais capazes. Homens e mulheres movidos pela compaixão conseguem levar consolo de Deus a corações feridos e almas abatidas pelo sofrimento. Onde estão tais pessoas? Por que é tão escasso esse ministério na igreja moderna?

Quero convidar o querido leitor a um passeio pelo Livro de Jó, onde veremos os perfis daqueles que um dia se apresentaram como conselheiros deste grande servo de Deus do passado. Vamos nos deter na ineficácia de Bildade, Elifaz e Eliu, como experiencias negativas de aconselhaemnto, e ao mesmo tempo buscarmos orientação bíblica para conduzir o ministério de aconselhamento espiritual de forma Bíblica, centralizada na vontade de Deus.

Os conselheiros espirituais devem ser homens e mulheres que possuam experiencias intimas com Deus, caso contrario, toda eficiência de tal esforço estará comprometido. É necessário que os conselheiros espirituais possuam três qualidades básicas.

1. Conhecimento da soberana vontade de Deus.
2. Sabedoria concedida por Deus e conhecimento da Sua Palavra.
3. Interesse e boa vontade para com os outros crentes.

I. CONSELHEIROS QUE NÃO SABEM CONSOLAR ( Jó 2. 11-13; 16. 1-5).

Bildade, Elifaz e Zofar devem ser admirados pro algumas razões: Primeiramente eles foram visitar Jó com a sincera intenção de conforta-lo (2. 11). Segundo reconheceram o intenso sofrimento de Jó e imaginaram que a melhor coisa era se calar (2. 12-13). Terceiro foram diretamente a Jó. Não ficaram comentando pela vizinhança a desventura de Jó.

1. O proposito de consolar, Jó 2. 11-13.

Uma pergunta que é peculiar quando vemos um irmão sofrendo é a seguinte: "o que fazer?". A primeira coisa a fazer é reconhece que Deus é o Deus de toda a consolação (2Corintios 1. 3-4). Só ele tem esta capacidade.

2. Os problemas dos amigos de Jó, Jó 16. 1-5.

Observe querido leitor que a avaliação feita por Jó sobre seus três amigos revelou todo o fracasso daquela visita. Jó exclama:"Pobres consoladores são vocês todos!"-NVI. Jó havia acabado de ouvir Elifaz (Jó 15. 1-35), que assegurou estar transmitindo o consolo de Deus (15. 11). Jó contradiz sua alegação. Conselheiros que não sabem consolar não conseguem atingir um coração ferido.

II. CONSELHEIROS MOVIDOS PELA FALSIDADE (Jó 21. 34).

Se o conselheiro se encontra na mesma situação do aconselhado o aconselhamento não poderá ter exito. O dilema dos amigos de Jó era imenso pois eles viam naquilo que acusavam o sofredor Jó o mesmo que permitiam em suas vidas e desse jeito não podiam ajudar a Jó com sinceridade.

a) As deficiências de Bildade, Elifaz e Zofar, Jó 6. 14-23.

Tudo o que Jó necessitava naquele momento era ter sua fé fortalecida (6. 14), pois ele corria o risco de ter se esquecer do temor do Todo Poderoso. Cheio de desolação, Jó os compara ironicamente a riachos de sua região que com a geada possuíam muita água (6. 16), mas na seca desapareciam (6. 17). Quantos são assim! Não se lembram de resolver suas próprias questões antes de saírem para resolver as alheias.

Os três amigos de Jó interpretaram o imenso sofrimento deste justo servo de Deus como punição divina. Eles temiam consolar alguém que estava sendo castigado por Deus (6. 21). Conhecendo suas intenções, Jó deixa claro que não queria o dinheiro deles (6. 22) e nem mesmo alguma atitude heroica da parte de tais homens (6. 23). Tudo o que Jó desejava era ser consolado em meio ao temporal pelo qual passava. Um pouco de alivio...

b) Mais um problema de Bildade, Elifaz e Zofar, a falsidade, Jó 6. 24-30; 21. 34.

Os três haviam criticado severamente as palavras que Jó havia pronunciado em meio ao desespero. Ele então os desafia a uma observação mais profunda e cuidadosa acerca do problema (6. 24-28). Jó apela para o bom senso e para a sinceridade que deve fazer parte daquele que propõe a aconselhar. A certeza da sua integridade era patente na mente deste grande servo de Deus (6. 29-30).

III. CONSELHEIROS INSENSATOS (Jó 12. 1-6).

Observe, prezado leitor que os três amigos de Jó estavam seguros de si mesmos. Por exemplo, Elifaz estava seguro de sua grande experiencia, ao passo que Bildade estava seguro de sua tradição, e por fim Zofar estava seguro de sua posição. Na avaliação de Elifaz, se Jó não estivesse em pecado não estaria naquela situação. Esse é o conceito moralista, religioso, frio e insensível. Na avaliação de Bildade jó devia estar em pecado por isso estava sofrendo. Esse é o conceito do legalista religioso. Para Zofar Jó estava em pecado, por isso sofria tanto. Esse é o conceito do dogmatismo religioso sempre pronto a emitir suas conclusões acerca dos problemas alheios.

Os três estavam tão certos do seu amplo entendimento espiritual que Jó se vê obrigado a ironiza-los que responde: "Sem duvida vocês são o povo, e a sabedoria morrerá com vocês" (12. 2- NVI). Aqui Jó esta respondendo a afirmação de Zofar feita um pouco antes (11. 6).

IV. A POSIÇÃO DO CRENTE DIANTE DE DEUS (Jó 13. 3-4).

Na medida em que a confiança nos pretensos conselheiros foi diminuindo, a confiança em Deus foi aumentando mais e mais. Jó os censura duramente (13. 4-5), pois como médicos da alma (13. 4) eles haviam falhado no processo de cura. Foram ineficazes e não puderam ajudar.

Jó indaga-lhes se pretendiam apresentar a falsidade de suas acusações como verdade diante de Deus (13. 6-8). Ele não se esquece de lembra-los que fazendo assim, Deus o verá (13. 9) e os repreenderá (13. 10). Zofar, Bildade e Elifaz possuíam um grande problema: seus argumentos eram fracos demais, pois Jó os declara: "As máximas que vocês citam são provérbios de cinza: suas defesas não passam de barro" (Jó 13. 12- NVI).

V. CONCLUSÃO (Romanos 15. 14).

Concluindo nosso "passeio" pelo Livro de Jó devemos considerar que o ministério do aconselhamento espiritual que não leva consolo e abrigo ao aflito e que não busca a solução de Deus, não é eficaz. Precisamos considerar também que todo o conhecimento humano e todas as experiencias de vida não são suficientes para o exercício do aconselhamento.

Olhe a sua volta. Observe que quem necessita de consolo e aconselhamento. Busque sabedoria de Deus para ajudar aqueles que sofrem. Os motivos para o sofrimento humano são diversos; porem a solução, amparo e consolo vem de uma unica fonte - Deus.


Extraído do Boletim Informativo IDE de 2010 pag. 18.




sábado, 10 de setembro de 2016

A VERDADE QUE OS DEFENSORES DO MINISTÉRIO PUBLICO DAS IRMÃS NÃO QUEREM ADMITIR.


Por Jesué da Silva Andrade.

porque Deus não é Deus de confusão, mas sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos, as mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam submissas como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, perguntem em casa a seus próprios maridos; porque é indecoroso para a mulher o falar na igreja. Porventura foi de vós que partiu a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós?  Se alguém se considera profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor.  Mas, se alguém ignora isto, ele é ignorado.” 1ªCor 14. 33-38.

As áreas de ministério das irmãs na Obra do Senhor são varias, e muito importantes. Porem a palavra de Deus determina claramente que uma mulher não exerça a liderança, e nem ensine, ou pregue em publico nas reuniões de uma igreja local. O movimento feminista e muitos que se dizem defensores dos direitos das mulheres, não concordam com este ensino claro da palavra de Deus, e apresentam vários argumentos em defesa de sua desobediência.

Não tenho tempo para destacar aqui detalhadamente o que creio, mas uma coisa eu sei, com a Palavra de Deus não se discute se obedece. E todos os que desobedeceram levaram prejuízos e deram grandes prejuízos na Obra de Deus. Eu simplesmente vou citar aqui alguns os nomes de algumas pessoas que desobedeceram esta ordenança e os problemas que acarretaram no meio da cristandade professa.

1. Aime McPhersom:

Fundadora da conhecida denominação "Igreja do Evangelho Quadrangular", alem de se envolver em vários escândalos morais, como adultério, vida promiscua, e até forjar um suposto sequestro. Fui uma das primeiras pregadoras do assim chamado “evangelho da prosperidade”, e do que é chamado de “neopentecostalismo”, uma das precursoras do “cai no espírito, unção do riso, da lagartixa” e este monte de besteiras que vemos ai no chamado meio evangélico. Ela morreu de overdose de comprimidos antidepressivos.

2. Ellen Gold Witthe:  

Alem das muitas heresias ensinadas pela denominação que ela fundou os Adventistas do Sétimo dia. Ela profetizou que alguns dos membros de sua congregação estariam vivos para a volta do Senhor em 1856, já se passaram mais de 150 anos e todas as pessoas daquela reunião já morreram. Chegou a afirmar  que lhe havia sido revelado a ela o momento exato da volta do Senhor Jesus, porem que ela não lembrava mais dessa informação (o momento exato da vinda do Senhor) depois que saiu da suposta visão. Conveniente isto, Não?

3. Valnice milhomens: 

Outra que também profetizou a volta do Senhor Jesus e o fim do mundo em 2007, já se passarem oito anos, e ainda continua com milhares de seguidores pelo Brasil a fora. Oh povo sem noção gente!

4. Rebecca Brawm:

Rebecca Brown é conhecida por ter supostamente ajudado a libertar pessoas do ocultismo no estado de Indiana e em diversas outras localidades dos Estados Unidos. Ela é conhecida por sua série de obras sobre Satanismo. Segundo ela, existem campos de recrutamento de satanistas e bruxos por todo o mundo. 

Em seu livro “Ele veio para libertar os cativos” Rebecca Brown relata uma batalha espiritual que mais parece um filme de terror do que qualquer outra coisa. No livro em questão, ela conta a história de uma bruxa que é presa dentro de uma parede de cimento e tijolos apenas pelo olhar da outra; relata também a ação de demônios que arremessam crentes contra a parede; superestima o poder do diabo, minimizando a soberania de Deus; defende a existência de lobisomens, zumbis, vampiros e animais repugnantes, ensina que o crente em Jesus pode ficar endemoninhado, como também a possibilidade de relacionamentos sexuais entre humanos e demônios, cujos frutos seriam o surgimento de mutantes.  Creio que nem preciso comentar mais sobre essa pessoa, a não ser que ela é uma herege de mão cheia.

5. Joyce Meyer:
Joyce é uma líder da Teologia da Prosperidade, a qual como a maioria dos seus mestres, tem transformado o sangue de Cristo em um líquido viscoso e dourado e este, por sua vez, é cunhado em barras de ouro para enriquecer os pregadores e embalar em sonhos dourados os que acreditam nessa teologia. Infelizmente, nem tudo que reluz é ouro… Conforme o provérbio popular, e os ensinos de Joyce Meyer contêm algumas heresias embutidas e disso vamos dar alguns exemplos, antes de delinear a vida faustosa que essa “mulher de Deus” tem usufruído graças aos ensinos que agradam os ouvintes e lhe rendem altos dividendos.
Joyce Meyer, como Copeland e Haggin, não crê que Jesus tenha efetuado na cruz a completa reparação dos nossos pecados, conforme a Bíblia ensina. Ela acredita e ensina que Jesus precisou ir ao inferno e ser ali atormentado durante três dias, a fim de completar a reparação dos pecados da humanidade:
“Durante o tempo em que Ele permaneceu no inferno, o lugar para onde você e eu deveríamos ir, por causa dos nossos pecados… Ele ali pagou o preço… Nenhum plano seria extremo demais… Jesus pagou na cruz e no inferno… Deus levantou do Seu trono e disse aos poderes demoníacos que atormentavam o Seu Filho impecável: ‘Deixem-no ir’. Foi então que o poder da ressurreição do Deus Todo Poderoso entrou no inferno e encheu Jesus… E ressuscitou dos mortos o primeiro homem nascido de novo.” (“The Most Important Decision You Will Ever Make: A Complete And Thorough Understanding of What It Means To Be Born Again”, 1991, páginas 35-36 do original de Joyce Meyer).
Joyce continua: “Não existe esperança alguma para ir ao céu, a não ser que se acredite de todo o coração nesta verdade… Que Jesus tomou o nosso lugar. Ele se tornou o nosso substituto e sofreu todo o castigo por nós merecido. Ele carregou todos os nossos pecados. Ele pagou o débito… Jesus foi ao inferno em nosso lugar. Ele morreu por nós” (p. 45 do mesmo livro).
Diante de todo este monte de asneiras falada por essa mulher, é preciso comentar mais alguma coisa.
6. Mary Baxter:  
Mary K. Baxter, é ministra da Igreja Nacional de Deus, em Washington, EUA. Nasceu em Chattanooga, Tennessee, EUA. Segundo relata, começou a ter “visões” de Deus na década de 60, em Michigan, mas foi em 1976, que Jesus teria aparecido para ela, na forma humana, em sonhos, visões e revelações, durante quarenta noites e mandou-a transmitir as profundezas, degradações e tormentos das almas perdidas no inferno (pp. 183, 184).
Essa mulher diz que foi no céu e no inferno, mas basta você analisar suas declarações a luz da Bíblia e vera que não passa de uma das muitas fabulas engenhosamente propagada no meio da cristandade. Ao ler Lucas 16. 19-31 nos vemos claramente que quando o rico pede que alguém fosse enviado a terra, e falasse da existência daquele lugar para seus irmãos, estes iriam arrepender-se. A resposta ao rico é, “Eles tem Moises e os profetas” vs 29. Essa expressão é uma alusão clara a todo Velho Testamento, as Escrituras Sagradas daquela época. Ou seja, tudo que nós precisamos saber sobre o céu e o inferno estão registradas nas paginas da Bíblia Sagrada. Deus não ira revelar algo já está suficientemente revelado para nós em Sua Palavra. Essa mulher como muitas outras é uma falsa profetiza, que está se enganando, e enganando milhares com as publicações de seus livros.
Mas diante de tudo isso está vendo no que dá a desobediência a palavra de Deus mesmo que seja algo tão simples, e tão conservador, como dizem os assim chamados “inovadores”, “revolucionários”, “quebradores de tabu”, que para mim a palavra certa é desobedientes, e apostatas dos princípios bíblicos para as igrejas de Deus.
Fonte de pesquisa: http://www.cacp.org.br/




quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

ESTUDOS SOBRE A IGREJA LOCAL, parte 1.

A NECESSIDADE DE SE CONHECER A CRISTO PARA REALMENTE APRENDER SOBRE A IGREJA.

Mateus 16. 18; 18. 20.

 Esse assunto é um dos mais importantes da palavra de Deus. Porém existe uma grande confusão em nossos dias sobre a igreja. O nosso desejo aqui é buscarmos na palavra de Deus a verdade sobre o mesmo, Mateus 22. 29: João 17. 17.

Na primeira menção da palavra igreja nas Escrituras Sagradas, podemos observar algumas peculiaridades interessantes.

I. O Senhor Jesus Cristo havia sido rejeitado abertamente pelo os judeus. Então ele direciona o seu ministério aos gentios, destacando assim o fato de que, como o seu povo o havia rejeitado então agora Ele direciona a sua atenção aos que não era seu povo. Ou seja, nós os gentios.

II. Cristo questiona os seus discípulos sobre o que as pessoas diziam ser Ele. É claro que o Senhor Jesus na sua onisciências, sabia o que as pessoas diziam a respeito Dele, e o que Ele era, quem Ele era.  Ele sabia, pois Ele é Deus, Onisciente, Onipotente e Onipresente.
Mas para nos ensinar uma verdade imprescindível, é que Ele faz este questionamento aos discípulos.

III. As pessoas revelaram um conhecimento superficial do Senhor Jesus Cristo. Alguns diziam que Ele era João Batista, Elias, Jeremias ou um dos profetas. Ou seja, para a maioria das pessoas daqueles dias, aquele humilde carpinteiro de Nazaré, foi a associado um ser humano de renome. Uma pessoa que fez algo extraordinário, como esses homens de Deus do passado, como João Batista, Elias, Jeremias ou um dos profetas. Mas o Senhor Jesus Cristo não era nenhuma destas pessoas.  Essa associação com eles revelou o quanto deficiente era o conhecimento das pessoas em relação ao Senhor Jesus Cristo. Ou seja, à maioria das pessoas não conheciam realmente ao Senhor Jesus Cristo, pois não sabiam quem Ele era, antes elas tinham um conceito muito errado com a repeito a Ele.

IV. Ele direciona a pergunta aos seus discípulos, e lhes pergunta: “Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que eu sou?”. Então o apostolo Pedro em nome dos outros confessa abertamente, “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”. Ou seja, para os apóstolos, aquele humilde carpinteiro que estava diante dos seus olhos, que era o Senhor Jesus Cristo, não era somente um homem comum, ou um homem de renome. Mas era o Messias, prometido nas profecias do Velho Testamento. Pois a palavra “ Cristo” é a transliteração grega de  “Mashíach” (Messias),que significa “Ungido”, neste caso Pedro e os demais estão reconhecendo que em Jesus de Nazaré que estava ali diante dos seus olhos, iria se cumprir todos os desígnios de Deus. Pois no Velho Testamento, quando uma pessoa era ungida com o óleo santo que existia ali no Tabernáculo. A partir deste momento ela era consagrada a Deus para realizar um serviço especifico. Aqueles que estudam o Velho Testamento claramente observam isto, pois, Arão irmão de Moisés foi ungido sacerdote, Davi foi ungido rei, e Elizeu foi ungido profeta.
Quando o apostolo Pedro diz que Jesus de Nazaré é o Cristo, Ele está dizendo que diante de seus olhos estava ali aquele que é o Sacerdote, Profeta e Rei. Como Sacerdote Cristo realizou através da sua morte vicária o sacrifício pelos nossos pecados. Como Profeta Ele nos revela a vontade do Pai. E Como Rei Ele governa a vida e o coração daqueles que se arrependem de Seus pecados e creem Nele como Senhor e Salvador.

Para uma pessoa realmente entender o que é a igreja ela antes precisa entender quem é o Senhor Jesus Cristo. Pois antes do Senhor Jesus Cristo ensinar aos apóstolos sobre a igreja, ele primeiramente procurou saber o que eles pensavam a respeito dEle. Então se o conhecimento de uma pessoa a respeito do Senhor Jesus Cristo for deficiente, logicamente o seu entendimento sobre as doutrinas bíblicas, incluído a igreja também será deficiente.


Depois de ensinar sobre a disciplina na igreja, o Senhor Jesus Cristo nos diz que “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”, (Mateus 18. 20). Nós vamos estudar mais detalhadamente sobre o que significa reunirmos em nome do Senhor Jesus Cristo mais a frente. Porem queremos pensar agora como uma pessoa será atraído por Cristo Jesus, se ela não o conhece? Da mesma forma que um torcedor de um time, ou o fã de um cantor, ou um ator. Fica sabendo de tudo sobre eles, e é capaz de fazer de tudo para estar com eles, ou vê-los, assim também é a ideia expressa aqui. Uma igreja no sentido bíblico não precisa de multidões para ser uma igreja, mas sim do motivo que levam a estas pessoas a reunirem, que no caso é Cristo, e mesmo que seja duas ou três pessoas, Ele promete estar no meio daqueles que estão reunidos ao seu Nome.

Mas se uma pessoas não conhece de fato quem é o Senhor Jesus Cristo, como ela saberá o que é reunir ao Nome Dele. E como ela entendera o que é realmente a igreja do Senhor Jesus Cristo, pois Ele diz “minha igreja”. A igreja do Senhor Jesus Cristo só poderá ser entendida em sua essência por aqueles que o Conhece como Senhor e Salvador de suas almas. Você já conhece o Senhor Jesus Cristo? Quem é o Senhor Jesus Cristo para você? Se você que esta lendo este artigo ainda não conhece o Senhor Jesus como Seu Senhor e Salvador, convido a você a fazê-lo antes de continuar lendo esta serie de estudo. Pois só assim que você realmente poderá entender o que é a igreja de Deus, sabendo de fato quem é o Senhor Jesus Cristo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A Boa Forma Espiritual


T. A. McMahon
O termo “fitness” (boa forma) é um dos jargões tecnológicos favoritos do marketing que atrai muitas pessoas às academias e aos spas, e até mesmo tem um apelo para os que estão fora de forma que o mesmo se torna um ideal a ser atingido. Há poucas dúvidas de que a parte física da vida simplesmente parece ser melhor quando a pessoa está em boa forma.
A Bíblia dá alguns créditos a essa idéia em 1 Timóteo 4.8, quando Paulo fala para Timóteo que exercícios físicos são de pouco [algum] proveito. O versículo continua: “Mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser”. Em outras palavras, a piedade, que é o exercício espiritual de viver o que a Palavra de Deus ensina, deve ser buscada com afinco significativamente maior do que o “exercício físico”, para melhorar a vida diária do crente aqui na terra, bem como para dar-lhe recompensas na vida eterna.
O objetivo da boa forma espiritual, de acordo com as Escrituras, deve ser a piedade. O apóstolo Paulo exorta Timóteo a “exercitar-se” “pessoalmente na piedade” (1Tm 4.7), e Pedro declara que Deus tem doado aos crentes “todas as coisas que conduzem à vida e à piedade” (2Pe 1.3). Espero que todos os crentes que lerem isto desejem alcançar esse objetivo, não importa quão distante sintam que estão dele neste momento. A boa notícia é que há uma Boa Notícia, não importando a condição em que a pessoa se encontra!
No mundo dos esportes, quando um time está precisando se esforçar bastante em mais de um aspecto do jogo, muitos treinadores fazem com que seus atletas voltem a praticar o que é fundamental naquele esporte. Isso geralmente faz com que as coisas dêem uma volta e caminhem na direção da melhora. Tal abordagem pode também ser útil para aqueles que querem alcançar a boa forma espiritual, mas não estão bem certos sobre como devem agir. (E não estou recomendando a ninguém que saia à procura dos chamados “instrutores espirituais” ou “treinadores espirituais”, que freqüentemente utilizam as últimas tendências, métodos ou técnicas, que estão longe de ser aquilo que as Escrituras ensinam).
Quais são os elementos fundamentais nas Escrituras para o crescimento na piedade? Como declarou Jesus a Nicodemos: “Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. (...) Importa-vos nascer de novo” (Jo 3.3,7). Sem essa transformação, do nascimento espiritual do Alto, é impossível que alguém manifeste piedade. Esse novo nascimento acontece quando uma pessoa admite que é pecadora, se volta para Jesus em fé, crê que Ele pagou completamente a penalidade pelos pecados dela e aceita o dom gratuito da salvação que apenas Jesus poderia dar e realmente deu. Então, essa pessoa se torna um “novo homem”. “E assim se alguém está em Cristo, nova criatura é” (2Co 5.17). Embora tenha se transformado milagrosamente em uma nova criatura, o crente nascido de novo retém sua velha criatura, mas já não está mais debaixo de seu controle pecaminoso:
  • Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, (...) Longe de vós toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia” (Ef 4.29,31).
  • Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl 3.9-10).
  • vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Ef 4.24).
Não deveríamos nos surpreender, entretanto, quando, dentro do crente nascido de novo, a velha natureza, embora já não esteja mais no controle das coisas, cause uma batalha às vezes feroz em nosso coração e em nossa mente. Essa batalha espiritual continuará a existir em toda a nossa vida temporal, mas podemos ter a vitória diária. Por quê? Porque o próprio Deus forneceu tudo o que um crente precisa para crescer em “justiça e retidão procedentes da verdade”.
Embora tenha se transformado milagrosamente em uma nova criatura, o crente nascido de novo retém sua velha criatura, mas já não está mais debaixo de seu controle pecaminoso.
Quais são algumas dessas coisas que Ele nos forneceu? Uma ajuda fundamental é que o Espírito Santo passa a habitar em todo cristão no momento em que este crê no Evangelho:
  • Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Co 3.16).
  • E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” (Gl 4.6).
  • E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” (Jo 14.16-17).
A habitação do Espírito Santo é fundamental, pois, sem o Espírito de Cristo, não haveria vida nEle. Isto pode ser comparado a termos o último modelo de um carro, mas sem o motor. Assim como um carro sem motor seria inútil no que se refere ao propósito para o qual foi criado, também uma pessoa que não possui o Espírito Santo (e, portanto, não pertence ao Senhor) é incapaz quando se trata de viver acima das circunstâncias, de ser luz para o mundo e de, finalmente, passar a eternidade cumprindo o plano de Deus para nós. A analogia pode ser um pouco desajeitada, mas creio que dá para entender o que quero dizer.
Por outro lado, a pessoa em quem o Espírito de Cristo habita possui tudo o que é necessário para viver uma vida de piedade – contanto que utilize o Espírito – o que certamente inclui ser espiritualmente frutífero e produtivo.
Considere a incrível abundância que o Espírito Santo proporciona ao crente. Ele, a Terceira Pessoa da Trindade, é o Consolador do cristão nascido de novo (o que inclui o significado de “fortalecedor”), é Aquele que ensina, que capacita, que dá poder, que dirige, que convence do pecado, que revela a verdade, que batiza e que transmite os inúmeros dons espirituais.
Foi através do Espírito Santo que recebemos a Palavra de Deus: “Porque nunca, jamais, qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2Pe 1.21).
E é através do Espírito Santo que ganhamos entendimento das Escrituras: “Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo 14.26).
O envolvimento do Espírito Santo em nos dar a Palavra de Deus e seu valor em nos equipar em Cristo são claramente revelados em 2 Timóteo 3.15-17: “E que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que todo o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.
De fato, a revelação miraculosa de Deus através das Sagradas Escrituras é verdadeiramente o manual de instrução do Senhor, informando-nos sobre o que precisamos saber para vivermos uma vida de piedade (2Pe 1.3); e o Espírito Santo é Aquele que nos dá poder para realizarmos os ensinamentos de Jesus, que é a Palavra Viva. Jesus é Deus-Homem. Ele é eternamente Deus e, por meio da Encarnação, tornou-se o Homem perfeito. Ele jamais cessará de ser tanto Deus quanto Homem.
Somos seres finitos, portanto essa idéia, juntamente com outras (tais como a doutrina da Trindade), podem nos parecer incompreensíveis. Enquanto ainda estivermos nesses corpos terrenos, nunca seremos capazes de entender completamente nosso Deus infinito. Portanto, confiamos no que Ele nos comunicou através de Sua Palavra e, um dia, estaremos com Ele e O conheceremos em verdade perfeita (1Co 13.12).
Em nossa busca pela piedade, Jesus não apenas nos deu instruções, mas Ele, como o Homem perfeito, também demonstrou a necessidade de dependermos da obra do Espírito Santo em nossa vida. Considere os versículos abaixo:
  • o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado; em ti me comprazo” (Lc 3.22).
  • Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto” (Lc 4.1).
  • Então, Jesus, no poder do Espírito, regressou para a Galiléia, e a sua fama correu por toda a circunvizinhança” (Lc 4.14).
Numa sinagoga em Nazaré, Ele declarou ser o Messias profetizado ao ler a passagem do Livro de Isaías. Suas palavras começaram com a afirmação: “O Espírito do Senhor está sobre mim” (Lc 4.18).
Nosso Senhor não apenas demonstrou a importância do Espírito Santo em Sua vida como o Homem perfeito, mas Ele também enfatizou o mesmo para todos os que quisessem segui-lO: “Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.23-24).
Embora este artigo tenha começado fazendo referências à boa forma física como uma analogia, existe uma diferença crítica entre a propensão de uma pessoa para o exercício físico e a busca dessa pessoa pela piedade. Freqüentemente, a primeira enfoca a si mesma, enquanto que a outra não. Ela deve ser “voltada para o outro”. A piedade é manifesta no amor de uma pessoa por Deus e pelos outros. Isto se torna abundantemente claro através dos dons do Espírito Santo, os quais Deus deu a todo crente a fim de capacitar a cada um a crescer em piedade e a ser de benefício uns para os outros. Paulo, escrevendo para a igreja de Éfeso, disse:
E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo. Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens. (...) E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4.7-13).
Como foi descrito acima, os dons do Espírito certamente gerarão piedade individual, mas, como foi observado, eles também nos ajudarão a crescer ainda mais à medida que ministramos, ou servimos, aos outros.
Pedro, em sua primeira epístola, confirma que os dons são para todos os crentes e devem ser dirigidos para o bem uns dos outros. “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1Pe 4.10).
O desenvolvimento da boa forma espiritual está diretamente relacionado à dependência que a pessoa tem do Espírito Santo. Ele deu a cada crente um ou mais dons para serem usados da maneira que Ele quer e para a qual nos capacita. Se não dermos lugar à obra do Espírito Santo em nossa vida, os dons não serão exercitados, e tanto nós quanto o corpo de Cristo estaremos sendo privados daquilo que foi dado para o desempenho, o aperfeiçoamento e a edificação dos santos.
Infelizmente, nestes dias em que prevalece a apostasia do final dos tempos, a Igreja está se afastando do fortalecimento espiritual que Deus lhe proporcionou através do Espírito Santo, que é freqüentemente um Amigo negligenciado. Isto fica ainda mais evidente na área do discernimento espiritual.
Embora a boa forma espiritual seja certamente auxiliada pela operação dos dons do Espírito, existe outro importante exercício do Espírito Santo, que é um suporte para a piedade e é necessário para a excepcional qualificação que Deus nos dá para realizarmos Sua vontade: é sermos cheios do Espírito.
As Escrituras são muito claras nas exortações para os crentes serem cheios do Espírito Santo. Jesus era cheio do Espírito Santo; João Batista era cheio do Espírito Santo, bem como seus pais; Pedro era, e também Paulo, Estêvão, Barnabé e os discípulos. Além destes, todos os crentes são exortados a serem cheios do Espírito (Ef 5.18) e dos Seus frutos de justiça (Fp 1.11).
Em seu Comentário Bíblico, o falecido William MacDonald (que era membro da diretoria da Berean Call) compartilhou esses princípios bíblicos referentes a Efésios 5.18:
Como um crente pode ser cheio do Espírito? O apóstolo Paulo não nos diz aqui em Efésios; ele meramente ordena que sejamos cheios. Mas, a partir de outras passagens da Palavra, podemos saber que, para sermos cheios do Espírito, devemos:
  1. Confessar e abandonar todos os pecados conhecidos de nossa vida (1Jo 1.5-9)
  2. Ceder o controle de nossa vida totalmente a Ele (Rm 12.1-2)
  3. Permitir que a Palavra de Cristo habite ricamente em nós (Cl 3.16)
  4. Finalmente, devemos nos esvaziar de nós mesmos (Gl 2.20).
A seguir, MacDonald cita um autor desconhecido:
Assim como você deixou todo o peso do seu pecado, e descansou na obra terminada de Cristo, também deixe de lado todo o peso de sua vida e obra, e descanse na obra interior que é realizada pelo Espírito Santo. Entregue-se, manhã após manhã, para ser conduzido pelo Espírito Santo e vá adiante em adoração e descanso, deixando que Ele dirija você e seu dia. Cultive o hábito, durante todo o dia, de depender alegremente dEle e de obedecer-Lhe, esperando que Ele o guie, ilumine, corrija, ensine, use, e faça em você e com você o que for da vontade dEle. Conte com Ele como sendo um fato, completamente separado do que você vê ou sente. Vamos simplesmente crer e obedecer ao Espírito Santo como Aquele que dirige a nossa vida e vamos deixar de lado o peso de tentarmos nos guiar por nós mesmos. Assim, o fruto do Espírito aparecerá em nós, de acordo com a vontade dEle, para a glória de Deus.
Ninguém pode obedecer ao mandamento de Jesus: “Tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8.34), sem a capacitação do Espírito Santo. Uma pessoa que afirma ser cristã, mas não utiliza o poder do Espírito Santo em sua vida, talvez por causa de ensinamentos errados que recebeu, ou simplesmente por causa de uma apatia pessoal, provavelmente será esmagada pela cruz que está tentando carregar.
A boa forma espiritual é vital e mais crucial para os crentes hoje do que foi antes. Tempos de perseguição se delineiam no horizonte para os cristãos de países do Ocidente, onde a sedução, em vez da perseguição aberta, até agora tem prevalecido. Podemos aprender com o exemplo de Paulo e Barnabé: “Mas os judeus instigaram as mulheres piedosas de alta posição e os principais da cidade e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, expulsando-os do seu território. E estes, sacudindo contra aqueles o pó dos pés, partiram para Icônio. Os discípulos, porém, transbordavam de alegria e do Espírito Santo” (At 13.50-52).
Portanto, nosso encorajamento em oração por todos nós que conhecemos a Jesus e desejamos glorificá-lO, é este: Permitamos que o estudo da Sua Palavra seja nosso contínuo hábito, e que a direção e o preenchimento com o Espírito Santo sejam nossa experiência diária. Esta é a verdadeira boa forma espiritual! (T. A. McMahon - The Berean Call - Chamada.com.br)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A Contribuição Financeira na Igreja Local.

1ªCoríntios 16.1-2: 2ªCoríntios 8. 1-5, 10-12; 9. 7.

 Por Jesué da Silva Andrade.



Este assunto é um assunto muito atacado por Satanás em nossos dias. E infelizmente muito evitado por muitos irmãos. Mas como todo assunto que a Bíblia aborda ele deve ser estudado e praticado da maneira que a palavra de Deus nos orienta.
Não é porque muita coisa errada é falada com respeito a este assunto que devemos deixar de mencioná-lo e estuda-lo. Que o Senhor nos ajude a compreender as verdades necessárias sobre a contribuição financeira na igreja local.

I. A Verdade sobre o Dizimo.

Antes de pensarmos sobre o assunto da contribuição precisamos falar sobre esta questão a questão do dizimo.

1. A palavra “dizimo” significa décima parte, a sua primeira menção é em Gênesis 14. 18-20, depois em Gênesis 28. 20-22, e a ultima vez em Hebreus 7. 1-10.

2. Havia quatro espécies de dizimo em Israel.

1) O dizimo anual que era dado para os Levitas Levíticos 27. 30-33: Números 18. 21, 24, 31.

2) O dizimo dos dízimos, que os levitas tinham que separar para ser dado ao sumo sacerdote, Números 18. 25-30.

3) O dizimo de três anos que era dado especialmente aos levitas, estrangeiros, pobres e viúvas, Deuteronômio 14. 28- 29.

4) O dizimo que foi estabelecido pelos reis de Israel, 1ºSamuel 8. 15.

Nota: Alem dos dízimos o povo de Israel tinha por obrigação, ofertar com:

a) Os primogênitos, Êxodo 13.1-2, 11-13; 34.19: Levíticos 27. 26.

b) As primícias da terra, Êxodo 22. 29: Deuteronômio 25. 1-3: Neemias 10. 35.

c) As ofertas cerimoniais que era no caso os holocaustos, libações, manjares, pacificas, pelo pecado e etc.

d) A oferta alçada, ou levantada, que era para um propósito especifico, Êxodo 25. 1-2, 8-9; 35. 4-5, 10, 20-22; 36. 6-7: Malaquias 3. 8.

3. O Dizimo não é um mandamento para a igreja.

1) As menções de dizimo em Mateus 23. 23: Lucas 18. 12: Hebreus 7. 1-10, não são mandamentos para a igreja pagar o dizimo. Muitos quando contestados que no Novo Testamento não tem uma ordem que manda os crentes pagarem o dizimo. Citam estes textos, porem é forçar uma interpretação, distorcendo as Escrituras Sagradas, para induzir as pessoas a fazer algo que a palavra de Deus não manda.

a) Em Mateus 23. 23, o Senhor Jesus esta dirigindo o seu discurso não aos seus discípulos, mas aos fariseus que eram homens zelosos da lei. E eles neste zelo pagavam o dizimo até das hortaliças. Porem negligenciavam o mais importante da lei, a fé, o amor e a esperança. Eles (os fariseus) deviam sim observar a pratica do dizimo, porque estava na lei, e era para ser obedecido por eles, mas não podiam omitir o propósito moral da lei. Que era levar as pessoas a fé, ao amor, e a esperança. Isto não é um mandamento para todos os crentes dar o dizimo, mas é uma repreensão aos fariseus, que valorizam esta pratica em demasia, mas não valorizava o real sentido da lei.

b) Lucas 18. 12. Certa vez em uma conversa com um “pastor” denominacional ele me citou este texto dizendo que no Novo Testamento havia um mandamento para os crentes darem o dizimo. Eu fiquei preocupado com a distorção que este homem faz, da palavra de Deus, e como muitos que seguem ele estão terrivelmente em perigo de serem enganados. Este texto está dentro de uma parábola onde o Senhor Jesus esta ensinado sobre o perigo de alguém querer se apresentar perante Deus baseado em suas obras de justiça própria. É a parábola do fariseu e publicano, um que apresentou a Deus o que ele fazia e que como isto (na sua concepção) o tornava melhor do que os outros, e uma das coisas que ele fazia era dar o dizimo de tudo quanto possuía. Enquanto o publicano, que era desprezado por cobrar impostos dos seus conterrâneos para o império romano, orou simplesmente pedindo a Deus misericórdia por ser um terrível pecador. A oração do publicano foi ouvida, e a do fariseu não. Isto não é uma ordenança para darmos o dizimo, antes é até um aviso solene. Não adianta dar o dizimo querendo achar que por causa disso Deus será obrigado a ouvir nossas orações, e fazer tudo o que pedimos. Antes basear que dar o dizimo nos levar a uma postura tal onde Deus será obrigado a ouvir nossas orações, é agir como um fariseu. E Deus não ouvira este tipo de oração acompanhada de pretensão orgulhosa, assim como não ouviu a do fariseu.

c) Em Hebreus 7. 1-10, é usado também forçadamente para induzir as pessoas a pagarem o dizimo em suas denominações. Mas o foco da passagem não é ensinar sobre o dizimo, ou mesmo sobre contribuição, na igreja. Mas é tão somente mostrar que o sacerdócio do Senhor Jesus Cristo é maior do que o sacerdócio de Arão. E para ilustrar esta verdade o Escritor de Hebreus, leva aos cristãos hebreus a considerarem este episodio bem conhecidos por eles do Velho Testamento. Se Abraão deu o dizimo a Melquisedeque, porque este era sacerdote do Deus Altíssimo. Reconhecendo assim o seu Sacerdócio, e Arão que era da tribo de Levi, ainda viria a existência como descendente da Abraão segundo a carne. E em Abraão, o sacerdócio levítico reconheceu por alegoria o sacerdócio de Melquisedeque superior ao seu próprio sacerdócio. Então o sacerdócio de Cristo é muito superior ao de Arão, pois Ele é Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. Não é entregar, ou não dízimos que está em questão aqui, mas é o fato de Cristo ser o Sumo Sacerdote, superior ao sumo sacerdote Arão.

2) Nenhum crente que não entrega o dizimo está roubando ao Senhor, o texto de Ml 3. 8 não se pode aplicar a igreja, neste caso teríamos que desconsiderar Romanos 6. 23b: Gálatas 3. 13: Efésios 2. 8.

3) Se a igreja estivesse debaixo da obediência à lei do dizimo, então todos os crentes estariam sofrendo o que está registrado no vs 9 de Malaquias 3, observe Ageu 1. 3-11.Porque mesmo os legalistas defensores da obrigatoriedade do dizimo, não conseguem, e não pagam o dizimo conforme o estipulado pela lei dada por Deus ao povo de Israel, por intermédio de Moisés.

Não importa os que as denominações ensinam, não importa o que digam, ou o que falam nossa responsabilidade, não é com elas. Nossa responsabilidade é com o Senhor Jesus Cristo e com a doutrina dos apóstolos. Em nenhum lugar em Atos vemos a igreja primitiva entregando o dizimo, e em nenhuma das epístolas desde Romanos a Judas vemos uma única ordem para igreja entregar o dizimo.

Alguém já disse que o dizimo poderia ser considerado para o cristão como o mínimo da sua contribuição, ou seja, ele deveria propor em seu coração contribuir pelo menos com o décimo de sua renda. Uma vez que os Israelitas contribuíam com muito mais do que isto, alguém já disse que a contribuição total do povo de Israel era 30% da sua renda bruta.


II. O Ensino bíblico para a contribuição financeira da igreja local.

A primeira menção de contribuição financeira na igreja primitiva é mencionada em Atos 2. 43-44: 4. 32-35. Isto não deve ser entendido como um mandamento. Os apóstolos não pediram isto, não ordenaram isto, era algo que acontecia espontaneamente em relação aqueles primeiros irmãos. E tudo ali era devidamente dividido de maneira que não havia necessitado entre eles.

Porém começou a haver problemas com relação a esta pratica preciosa daquela igreja, Satanás logos atacou este modelo com o caso de Ananias e Safira Atos 5. 1-11 e 6. 1-8: então esta pratica dos primeiros irmãos caiu em desuso no próprio livro de Atos.

Então depois é mencionado uma oferta que os irmãos da igreja em Antioquia enviaram para a igreja em Jerusalém, Atos 11. 27-30.

Onde nós encontramos orientações sobre está questão é nas Cartas do Apostolo Paulo  a igreja de Corinto.

1. Estes princípios são uma ordenança para as igrejas, 1ªCoríntios 16.1, “fazei vós também o mesmo que ordenei as igrejas da Galácia”. Pelo menos quatros igrejas desta região são mencionadas na palavra de Deus, Antioquia da Pisídia, Listra, Icônio e Derbe são as primeiras igrejas formadas através do ministério de Paulo e Barnabé, At 13. 13 a 14. 25. A igreja em Corinto deveria fazer o mesmo que foi ordenado a estas igrejas, e nos devemos fazer o mesmo que a igreja em Corinto, pois esta carta foi dirigida à igreja de Corinto juntamente com todos os santos que todo lugar invoca o Nome do Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. 1ªCoríntios 1. 1-2.

1) Deve ser no primeiro dia da semana, ou seja, a oferta deve ser recolhida no mesmo dia que se celebra a Ceia do Senhor, 1ªCoríntios 16. 2: Atos 20. 6-7.

a) É individual, ou seja, “cada um”.

b) É particular, ou seja, “ponha a parte”, Mateus 6. 1-4.

c) É conforme a condição, ou seja, “o que puder ajuntar”, “segundo a sua prosperidade”, “segundo o que qualquer tem, e não segundo o que não tem”, 2ªCoríntios 8. 12.

2) A oferta deve ser voluntária, ou seja, “Cada um contribua segundo o que propôs no seu coração”. Não há estipulação de preço, quem propõe é o contribuinte e não a igreja. Então não existe base para a igreja exigir, cobrar, impor; determinar:

a) O dizimo.

b) Campanhas para arrecadar fundos.

c) Contribuições para realizar alguma reforma, ou algum evento.

d) Fazer ameaças aos membros da igreja com maldições, ou promessas mirabolantes de prosperidade através de testemunhos forjados.

3) A oferta não deve ser dada com tristeza, se a pessoa sente que ao ofertar alguma de suas contas deixará de ser paga, ou alguma necessidade deixara de ser suprida, e isto lhe traz tristeza em seu coração, então ela não deve ofertar tal valor.

4) A oferta não deve ser dada por constrangimento, ou por necessidade, pois Deus ama a quem dá com alegria. Ou seja, se a pessoa da o valor porque é constrangida devido ao apelo, ou pedido de alguém, ou porque ela viu uma necessidade, o aluguel do salão está vencendo, ou porque a conta de luz do salão está vencida, ela não está ofertando ao Senhor. Então ela não deve ofertar, pois a oferta deve ser dada com alegria, ou seja, algo que traz prazer ao coração, e não sentimento de obrigação, ou de orgulho presunçoso.

5) A contribuição financeira é um ministério, 1ªCoríntios 4. 1-2: 2ªCoríntios 8. 1-4, 16-19; 9. 12-13.
Ministério é serviço, um serviço prestado ao Senhor, e a Obra do Senhor. Cada salvo que contribui com suas ofertas ao Senhor, é um servo de Deus, e seu serviço e igual, ou ate maior daqueles que pregam, ou ensinam a palavra de Deus.

6) A contribuição financeira é a prova:

a) Do nosso amor, 2ªCoríntios 8. 8, 24; compare 1ªJoão 3. 16-18.

b) Da nossa obediência à palavra de Deus, 2ªCoríntios 9.13, compare com Tiago 2. 14-17.

7) É seguir o supremo exemplo do Senhor Jesus Cristo, 2ªCoríntios 8. 9.

8) A contribuição financeira na igreja deve ser realizada somente pelos salvos, batizados e em comunhão.

a) Antes de o Espírito Santo mencionar a partilha dos bens dentre os irmãos da igreja primitiva, Ele menciona a conversão, o batismo, e a perseverança deles na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações. Compare Atos 2. 44-45 com 2. 41-42.

b) Quanto Ágabo profetizou a fome que viria sobre todo o mundo, os discípulos de Antioquia determinaram (propuseram em seus corações), cada um conforme o que pudesse, enviar socorro aos irmãos que moravam na Judéia, At 11. 27-30.

c) O Espírito Santo através do apostolo Paulo ao ordenar a igreja de Corinto sobre a contribuição, da à ordem para o fazê-lo no primeiro dia da semana, pois é o dia em que a igreja reunia para partir o pão, 1ªCoríntios 16.1-2: Atos 20. 7. Se uma pessoa incrédula, ou sem ser batizada, ou em pecado, não é apto para participar da ceia do Senhor, esta também não está apta para contribuir financeiramente com a obra do Senhor.

d) Os macedônios antes de enviar as ofertas deles por mãos do apostolo Paulo se deram primeiramente ao Senhor e depois aos apóstolos, pela vontade de Deus, 2ªCorítios 8. 5. Ou seja, antes de você dar o seu dinheiro ao Senhor, você precisa primeiro dar o seu coração, só assim você estará realmente ofertando ao Senhor. Não adianta da até o salário inteiro para a igreja, se a pessoa ainda não tiver se arrependido de seus pecados, e entregado a sua vida ao Senhor Jesus recebendo Ele como Senhor e Salvador de sua alma.

e) O apostolo João elogiou a Gaio, por ter recebido bem os irmãos que saíram por causa do Nome do Senhor Jesus Cristo, e não aceitaram nada dos gentios (descrentes), 3ªJoão 5-8. Ou seja, estes eram irmãos que haviam saído para o mundo a fora, para pregar o evangelho da salvação em Cristo aos perdidos. E estes irmãos saíram por amor ao Senhor Jesus, eles deixaram suas terras, suas rendas, seus empregos, e talvez até suas famílias, levar a palavra de Deus aos perdidos. E eles foram elogiados por que não receberam nada dos gentios (incrédulos). O texto não fala que eles não pediram, antes que eles não aceitaram. Talvez alguma pessoa descrente até ofereceu algo para eles, mas eles para não causar escândalo ao evangelho, não receberam tal ajuda.

f) Deve se haver reconciliação com os irmãos antes de apresentarmos nossas ofertas, Mateus 5. 23-24. Se dois irmãos em Cristo tiverem qualquer desavença eles devem se reconciliar primeiro antes de ir e apresentar a sua oferta ao Senhor. Se a igreja sabe que há problema entre dois irmãos e aceita a oferta de ambos, antes que estes se reconcilie, ela está sendo conivente com o erro, e está sendo hipócrita, algo que mancha o testemunho da igreja local, e que traz escândalos para a obra de Deus.

III. O propósito da contribuição financeira.

1. O sustento missionário, 1ªCoríntios 9. 1-15, 18-19: 2ªCoríntios 11. 5-10.

1) Missionários não são somente os que fazem missões transculturais, todos os crentes são missionários, porem existe aqueles que devido o seu chamado ele precise dedicar-se integralmente a obra. Neste caso existem os:

1) Evangelistas, 1ªCoríntios 9. 14.

2) Os ensinadores Gálatas 6. 6:

3) Os presbíteros 1ªTimóteo 5. 17-18.

4) Até no caso os diáconos, 1ªTessalonicenses 5.12-13.

2. A filantropia, ou seja, ajuda aos necessitados materiais, Atos 11. 27-28; 20.25: Romanos 15. 26-27: Efésios 4. 28: Gálatas 6. 10.

3.A manutenção dos bens materiais da igreja, tipo salão de reuniões, veículos, pão da ceia, vinho, objetos de limpeza e etc.

4. Realizações de eventos, conferencias, encontros, viagens, confraternizações e etc.


IV. Os que administram as finanças da igreja.

1. Devem ser pessoas escolhidas pelo presbitério da igreja, ou reconhecidos pela sua integridade e honestidade pela mesma, Atos 11. 27-30; 12. 25: 2ªCoríntios 11.16-24.

1) Neste caso podemos destacar alguns fatos importante.

a) Deve ser mais de um irmão que cuide deste serviço, Atos 11. 30: 2ªCoríntios 8. 16, 18, 22.

b) Eles são ministros do evangelho, Atos 12. 25: 2ªCoríntios 8. 19, 23.

c) Eles devem ser zelosos, honestos e transparentes, 2ªCoríntios 8. 20-22.

d) Eles devem ser homens cheio do Espírito Santo e de sabedoria, Atos 6. 3.


V. A recompensa para este importante ministério.

1. Os galardões, Mateus 6. 19-21; 10. 40-42: 1ªCoríntios 3. 10-15; 13. 1-3.

2. Bênçãos materiais, 2ªCoríntios 9. 8-11: Felipenses 4. 14-20.

Que Deus na sua infinita graça e misericórdia diante destes fatos possa abrir nossa mente, e o nosso coração para que exerçamos esta importante função que é contribuir financeiramente para a Sua Obra. Amém.

Este artigo é um esboço, qualquer duvida, deixe seu comentário, e teremos o privilegio de esclarecer suas duvidas.